Alisson Barreto

29 de março de 2021

Um quê de santo na Semana Santa

Um quê de santo na Semana Santa

Por Alisson Barreto | escrito em 28-3-2021 | publicado em 29-3-2021


[Versão em vídeo disponível no fim do texto]


Chegou a Semana Santa, mas a que ponto se busca tornar santa a própria semana? Eis uma indagação que perscruta as escolhas de cada um e revela muito do que se tem por santidade e prioridades na vida de uma pessoa.

No Cristianismo, há duas vertentes básicas pelas quais fluem uma interpretação distinta de santidade. Há um lado cujo entendimento é de que a santidade é uma roupagem herdada pelo fato de dizer sim a Jesus e crer em Seu Nome. Do outro, há o entendimento católico, no qual, a santidade é uma adesão integral do ser a Nosso Senhor Jesus Cristo, que não apenas o reveste como o configura no Corpo de Cristo, alimentando-o com o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, não meramente com a leitura ou simulação, mas com o Sacramento da Comunhão; não apenas com a degustação interiorizante da leitura como também a deglutição configuradora do Santíssimo Sacramento da Comunhão. Afinal, como se sabe, na Eucaristia, há a liturgia da Palavra e a liturgia Eucarística e aquela prepara para esta.

Como se percebe, a santidade se dá na configuração do indivíduo no Corpo de Cristo. Ora, Jesus Cristo é o Santo por excelência, é “Santo, Santo, Santo”, é Santíssimo. Todos os demais seres humanos são convidados a serem santos também no comportamento, como preceitua o convite “SEDE SANTOS PORQUE EU SOU SANTO” (1 Pd 1,15-16). Quando há adequada adesão ao chamado universal à santidade, o indivíduo passa a ser santo por participação em Cristo. Ora, a Semana Santa é um tempo forte de vivência da fé no qual cada cristão é convidado a aprofundar-se em sua relação cristificante, penitenciando a afastar-se do que não é de Cristo e, contemplando sua humilde e generosa doação de serviço e amor, fazer como Jesus fez. Afinal, a vida do cristão pode ser o único evangelho que uma pessoa pode ter acesso a contemplar. A face de Cristo no cristão é, portanto, o primeiro convite a viver o Evangelho, é querigma, é chamado. Daí a importância de converter-se e permitir que Cristo o(a) santifique.

Portanto, a santidade requer participação na Comunhão e a Comunhão remete e convida ao lava-pés. E o lava-pés imerge-nos tanto no sacramento da Confissão, na necessidade de reconhecer-se pecador(a) e necessitado que humilde busca o perdão, como também na disposição de ir ao encontro do outro e servir, servindo ao Cristo em cada ato de amor e servindo o Cristo ao doar-se ao outro no agir com amor.

Dito isso, resta-nos buscar uma santa vivência da Semana Santa, preparando-nos para receber Nosso Senhor Jesus Cristo em Sua Páscoa.

Com essa reflexão, convido você ao comunicativo silêncio ao passo que desejo uma abençoada Semana Santa e vivência revigorante da Páscoa. Um forte abraço. Paz e Bem!

Maceió, 28 de março de 2021.

Alisson Francisco Rodrigues Barreto

Sobre o autor:
Alisson Francisco Rodrigues Barreto é poeta, filósofo (Seminário Arquidiocesano de Maceió), bacharel em Direito (Universidade Federal de Alagoas), pós-graduado em Direito Processual (Escola Superior de Magistratura de Alagoas), tendo também cursado, parcialmente, os cursos de Engenharia Civil (Universidade Federal de Alagoas) e Teologia (Seminário Arquidiocesano de Maceió). Autor do livro “Pensando com Poesia” e escritor do blog “Alisson Barreto” (outrora chamado de “A Palavra em palavras”), desde 2011, e da Revista Pio.
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