Antônio Pereira

2 de fevereiro de 2021

Já que está na moda, quero cancelar o Brasil

Como agora virou moda o cancelamento, gostaria de pleitear o meu direito cívico de cancelar o Brasil. Não dá mais para ficar calado diante de total e crescente aniquilamento, ainda mais agora com 225 mil mortos pela maior pandemia da história. Brasileiros e brasileiras, muitos eleitores do ‘mito’ morrem diariamente pela Covid ou por terem seguido ele, administrando remédio para verme como ‘cura’.

A cultura do cancelamento diz respeito a atitudes dentro de uma comunidade que pedem ou provocam a interrupção do apoio a atores, políticos, músicos, influenciadores digitais ou qualquer outra figura pública, geralmente em resposta a algum tipo de postura considerada condenável, ofensiva ou preconceituosa.

De acordo com o dicionário Merriam-Webster, a definição do termo “cancelar” é “destruir a força, efetividade ou validade”. Quando uma pessoa diz que está cancelando, é isso que ela está tentando fazer.

Um pesadelo sem fim

Imaginem um país que metade dos seus eleitores foram às urnas escolher como presidente um senhor que foi expulso do Exército, passou várias décadas sendo político, exercendo mandados eletivos e que em toda a sua vida não trabalhou em nada mais. Um completo parasita. Seus filhos também seguiram seus passos, todos eles vivendo das benesses do erário. Em paralelo, esse senhor tinha em seu currículo antes de ser presidente várias polêmicas ‘famosas’, incluindo uma troca de ofensas com umas das filhas do cantor Gilberto Gil. Seu maior mérito era aparecer em um programa de terceira categoria na televisão com suas frases neonazistas, detonando negros, índios, gays e pobres em geral.

Sim, estamos vivendo neste país governado por este personagem do subterrâneo da política tupiniquim, que levou milhões de pessoas às urnas em 2018 prometendo uma arma na cintura de todos, nada de terras para índios e que para ele, negros descendentes de escravos e que são identificados como quilombolas, não passam de preguiçosos. Outra ‘proposta’ que foi eleita por mais da metade dos eleitores foi a destruição completa da floresta amazônica. Vale dizer que essa é uma das poucas promessas de campanha que o atual presidente está cumprindo à risca, com ajuda de um ministro do Meio-Ambiente tão o mais malvado do que ele. Afinal, como eles dizem: ‘pra que floresta, tem que destruir tudo para virar um enorme pasto para o gado ou plantações de soja transgênica’.

Não posso acreditar que mais de 50 milhões de pessoas tenham tanto ódio no coração que querem ver índios, negros, gays e outros grupos mortos ou aniquilados, como pensa nosso presidente.

Será que ainda há empatia em parte da população brasileira, que possa se emocionar com o fato de voltarmos no tempo, vendo crescer o número de miseráveis, enquanto nossa economia vai ladeira abaixo, transformando o país em uma grande fazenda para multinacionais.

É triste ver que essas milhões de pessoas desejam, única e exclusivamente, possuir um porte de arma e poder xingar quem quiser sem qualquer tipo de represália moral ou legal.

Nosso futuro já está comprometido. Agora, temos ainda dois anos pela frente com a atual administração federal, que já anunciou a venda de todo o patrimônio nacional com a justificativa de economizar, mas na prática o governo continua gastando aos montes com a compra de deputados e senadores ou de toneladas de cravo da índia e milhares de latas de leite condensando ao valor unitário de R$ 162,00.

Cancelem o Brasil para ver se desperta o gigante adormecido. Vamos cancelar a hipocrisia dos eleitores do ‘mito’ que agora negam terem votado nele. Vamos cancelar os milhões de eleitores que preferiam um genocida convicto, um amante da mamata, um defensor da tortura e morte dos seus inimigos para o mais importante cargo da nação.

Estamos no fundo do poço internacional, onde brasileiros são ridicularizados em outros países exatamente por serem brasileiros e burros o suficiente para ter colocado no cargo de presidente alguém totalmente despreparado, sem noção, corrupto e inepto.