Antônio Pereira

7 de janeiro de 2021

Ataque dos cães raivosos de Trump ao Congresso dos EUA é ameaça real à democracia

Uma cena relativamente comum nos chamados países do terceiro mundo aconteceu ao vivo e em cores no que é considerada a maior democracia do mundo. Centenas de seguidores ensandecidos do ainda presidente americano, Donald Trump invadiram o prédio do Congresso dos EUA para impedir a proclamação da vitória do candidato eleito do partido Democrata, Joe Biden.

Homens e mulheres fantasiados de soldados e outros com bandeiras do exército confederado, defensor da escravidão e que já tinha sido derrotado na guerra civil americana. Todas essas pessoas se espraiaram nos gabinetes dos deputados, notadamente dos Democratas, numa clara afronta ideológica.

Este episódio tem um que de conspiração, já que foi muito fácil para os milicianos trumpistas entrarem no prédio e de apoderarem de salas e até do plenário do Congresso. Pouca ou quase nenhuma resistência por parte dos poucos seguranças que estavam no local. Até horas depois da invasão a tal Guarda Nacional foi totalmente conivente com os invasores, demorando muito tempo em retomar o espaço invadido. Tudo isso demonstra uma certa simpatia com os invasores por parte das forças de segurança. Há, inclusive, vídeos nas redes sociais onde supostamente policiais facilitam a invasão, não opondo qualquer resistência.

O que tudo isso deixa de lição? Primeiro, todo e qualquer maluco mundo a fora agora tem o argumento na ponta da língua de dizer que tem o ‘direito’ de não aceitar resultado eleitoral e invadir parlamentos para garantir seus candidatos derrotados no poder. Segundo, o Brasil, que tem uma direita tão ou mais violenta que a americana, pode pegar por exemplo este episódio e fazer o mesmo na provável derrota do imprestável presidente Jair Bolsonaro em 2022. Em terceiro lugar, fica a certeza de que não podemos relativizar o tamanho nem a força da ultradireita. Eles são ousados e podem sim instaurar um clima de rebelião sangrento e violento, tal qual acontecia nas décadas passadas nos chamados anos de chumbo da ditadura militar.

Cabe a nós que somos amantes da democracia nos prepararmos desde de já para esse enfrentamento. Caso contrário, a besta neofascista ressurgira faceira para nos tirar a liberdade. Alerta !!!