Sérgio Toledo

20 de maio de 2020

Contra ou a favor? Muito pelo contrário.

Parafraseando Benedito Valadares que foi governador de Minas Gerais, tentarei falar um pouco sobre o uso de determinado medicamento.
O coronavírus ou sarcov2 é uma mutação como falam os cientistas. Assim sendo existe uma grande dificuldade para atacar suas estruturas. Fora do corpo humano é fácil destruir o danado. Água e sabão. Dentro do corpo humano se reproduz rápido e se torna forte não tendo no momento medicação específica para destruir.
Na medicina. Na ciência para se criar um medicamento contra uma doença ou uma vacina leva muito tempo.
Caso os cientistas e os governantes tivessem levado em conta o escritor David Quammen do livro Spillover – transbordamento. Animal Infections and the Next Human Pandemic (2012), talvez não passaríamos pelo que estamos passando no momento.
Então aparecem os messias. Os defensores do uso indiscriminado de medicamento que fulano usou e se deu bem. Sicrano disse que a amiga da namorada usou e está curada. O médico tem dois pacientes que nem ficaram doente. O hospital qual está fazendo o protocolo x ou y e todos estão indo para casa.
Sim e depois? E o amanhã? Quem responderá se existirem consequências até fatais? Quem será responsável pelo problema no fígado? Ou nos rins? E se o juízo do sujeito que tomou o remédio milagroso ficar mole e ele tentar e conseguir o suicídio? Quem será responsável?
Entendo que no querer uma solução imediata e até mágica as pessoas cheguem a perder o equilíbrio como seres humanos e como seres humanos e médicos. Os extremos são perigosos. Tanto de direita como de esquerda. O mais indicado nessas horas é o equilíbrio do meio. Tentar o máximo possível ser centrado.
Medicamentos existentes são logicamente os mais indicados para qualquer situação. Porque são conhecidos seus efeitos e seus defeitos, que chamamos efeitos colaterais ou complicações. Ai é onde existe o perigo. Então os testes são imprescindíveis. Tem que ser testado o medicamento sozinho. O medicamento associado com outro ou outros e um terceiro grupo que não receberá nenhum medicamento. Será um comprimido com farinha de trigo por exemplo.
Até agora no mundo todo. Em todos os países que estão fazendo teste o medicamento mais indicado não tem dado o resultado desejado. Não tem diminuindo as mortes. Não tem diminuindo o número de internações. Além de ter intensos efeitos colaterais.
Puxa mais no hospital tal do plano qual e na rua assim todo mundo fica curado! Mistério! Então por que a direção do hospital não publica o protocolo usado e o número exato de seus resultados para que todos fiquem sabendo e possam usar no mundo inteiro? Fica então a pergunta no ar.