Blog do Dresch

25 de janeiro de 2019

Meta é privatizar 50 estatais em 90 dias

Em entrevista a Agência Reuters, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que pretende extinguir 50 empresas estatais num prazo entre três e cinco meses. Além disso, ressaltou a investidores que o governo fará um programa de privatização de US$ 20 bilhões e reduzirá de 34% para 15% a tributação de todas as empresas. A arrecadação será pela taxação de dividendos. Guedes não deu maiores explicações sobre quais alíquotas serão reduzidas.

Transparência zero

“Transparência é a marca deste governo. Transparência acima de tudo. Todos os nossos atos terão de ser abertos ao público”. A afirmação é do presidente Jair Bolsonaro no último dia 7 e foi ignorada pelo governo que ontem publicou decreto no Diário Oficial da União onde amplia o poder de funcionários de tornar documentos do governo “ultrassecretos” e inacessíveis por 25 anos. Com a nova redação definida pelo governo Bolsonaro, passam a ter poder de censura os diretores de órgãos públicos, autarquias, fundações e empresas públicas. São funcionários comissionados com cargos DAS 101.5 e 101.6 (direção e assessoramento superiores). A Lei de Acesso á Informação (Decreto nº 7.724) foi promulgada no governo Dilma Rousseff com o objetivo de ampliar a transparência do governo.

Voando alto

O Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares alcançou um recorde na movimentação de passageiros em 2018. Foram 2,1 milhões de pessoas que utilizaram o terminal, sendo 5,4% a mais que em 2017. O fluxo de aeronaves também registrou alta. No total foram 18.5 mil operações de pousos e decolagens no ano que passou, revelando um crescimento sobre o ano anterior de 3,3%.

Molécula pró-cardíaco

Um estudo conjunto realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade de Stanford (EUA), apresentou o desenvolvimento de uma molécula capaz de frear o avanço da insuficiência cardíaca e ainda melhorar o funcionamento do coração. Os primeiros resultados foram obtidos em ratos, mas mostra que a molécula tem potencial para ser investigada como futuro fármaco.

Molécula pró-cardíaco 2

Atualmente existem remédios para retardar a insuficiência, doença degenerativa que dificulta o bombeamento de sangue pelo coração. Em função disso, 50% dos pacientes morrem cinco anos após o diagnóstico. A nova molécula trouxe melhores desempenhos no coração dos animais.

Molécula pró-cardíaco 3

O estudo, publicado na revista Nature, começou com o objetivo de descobrir qual o mecanismo que faz o coração ficar insuficiente. Na pior das hipóteses, o coração bombeia tão pouco sangue, que é necessário um transplante. Os cientistas descobriram uma molécula com um papel fundamental no prejuízo ao coração, foi criada então uma molécula antagônica, a Beta2PKC, batizada pela equipe brasileira de SAMbA.

Molécula pró-cardíaco 4

A molécula SAMbA, em dois meses, não só conseguiu frear a progressão da doença como melhorou a função do coração, comparado com a situação do órgão antes do tratamento. A molécula já foi patenteada pelos cientistas. Agora será colocada em disponibilidade para outros pesquisadores, para transformar a molécula em um fármaco de pleno uso.

 

 

  • Gerou constrangimento e perplexidade na organização do Fórum Econômico Mundial, em Davos, a ausência do presidente Jair Bolsonaro e três ministros, que faltaram, sem aviso prévio, a uma entrevista coletiva internacional.
  • Além de Bolsonaro estavam sendo aguardados os ministros Paulo Guedes (Economia), Sérgio Moro (Justiça) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).
  • Integrantes da organização do evento e jornalistas credenciados disseram jamais ter visto uma situação semelhante.
  • “É normal que haja alterações de horário, que um ou outro ministro seja incluído ou excluído na entrevista, mas não sumirem todos” afirmou um funcionário da organização.
  • Um comunicado do Palácio do Planalto modificou, 40 minutos antes da entrevista, a agenda do presidente. E justificou que o cancelamento ocorreu pelo “comportamento antiprofissional da imprensa” durante o Fórum.
  • Entre os jornalistas, o motivo principal seria o temor das autoridades brasileiras aos questionamentos da imprensa sobre o caso o filho do presidente, Flávio Bolsonaro, que teve movimentações financeiras “atípicas”, segundo o Ministério Público Federal.