Antônio Pereira

18 de março de 2020

Quando o bicho pega, liberais correm para sugar nas tetas do governo

Governos do mundo inteiro estão anunciando pacotes para ‘salvar’ empresas privadas devido a pandemia do coronavírus. Ora, usar dinheiro público para socorrer empresas privadas em detrimento do povo, da saúde, educação e outros direitos? Isso pode?.

Sim, os liberais de todas as matizes sempre correm para as tetas do Estado quando vêm seus lucros diminuírem. Afinal, eles mantêm políticos no poder para quê, né?

Jair Bolsonaro não é exceção, como não foi Fernando Henrique Cardoso e até mesmo Luiz Inácio Lula da Silva. Sempre que há problemas na economia, causados por políticas liberais, desumanas e burras, cabe ao cofre público diminuir o prejuízo dos tubarões do mundo econômico.

Enquanto isso, milhões de pessoas em todo o mundo caminham a passos largos para a miséria absoluta ou para o empobrecimento cada vez mais. Poder de compra diminuído, salários menores (quando há), informalidade galopante e fim dos direitos trabalhistas e sociais. Essas são as receitas dos liberais para o mundo. Sim, a humanidade, que deveria viver muito melhor do que vive, está fadada a sustentar parasitas do mercado financeiro e os rentistas especulativos, em detrimento da produção industrial e da agricultura agroecológica.

O coronavírus é apenas mais um instrumento que coloca a humanidade novamente em uma encruzilhada histórica. Sempre em catástrofes e pandemias surgem novos ares. Pena que de tempos em tempos tenhamos retrocessos.

Cabe a nós seres humanos agirmos o mais rapidamente possível para barrar essa onda destruidora que se alastrou pelo planeta e se chama capitalismo selvagem. Basta de lucro para apenas um por cento da população. Há recursos suficientes no mundo para toda a humanidade viver muito melhor do que vive.

Em algum momento haverá um levante social sem precedentes. Não é possível que sejamos tão subservientes para aceitar o que acontece sem reclamar, sem protestar, sem lutar.

Urge uma ação efetiva da população excluída, e aí não estou falando dos miseráveis, falo da chamada classe média com seus carrinhos de plástico que mais se assemelham a carroças motorizadas, mas que acham que estão abafando. Chega precisamos de sustentabilidade efetiva. Pleno emprego, renda suficiente para vivermos mais e melhor. Eis o desafio.