Ailton Villanova

5 de setembro de 2019

Se convencer a madame… tudo bem!

Um sujeito adiposo, com um chapelão enfiado na cabeça até as orelhas, entrou na loja de implementos agrícolas do cidadão Erasto Lindoso, dirigiu-se a este e perguntou:

– O senhor tem ordenhadeira mecânica?

– Temos sim, senhor. Temos dois modelos : o Standard e o Super Star, os dois de fabricação nacional.

– Qual é o mais barato?

– Naturalmente que o Standard… é menor e mais simples.

– Então, me dê esse aí – decidiu o freguês.

– Pois não. Mas, me desculpe a curiosidade… quantas vacas o senhor possui?

– Apenas uma!

Lindoso sempre foi um sujeito justo e escrupuloso. De modo que achou conveniente ponderar com o freguês:

– Mas, meu amigo, não acho que o senhor precise de uma ordenhadeira para uma só vaca. O senhor pode ordenhá-la manualmente mais rápido do que o tempo necessário para pôr a máquina em funcionamento.

– Mas eu quero a ordenhadeira! O senhor vai me vender ou não vai? – teimou o cliente.

– Pra mim, tudo bem. Eu vendo a ordenhadeira. Eu só queria alertá-lo.

Efetuada a compra, o camarada pediu ao Erasto Lindoso que mandasse colocar o equipamento na carroceria de sua caminhoneta, que se achava estacionada na porta da loja. Lindoso atendeu ao pedido, mas, movido, ainda, pela curiosidade, não se aguentou:

– O senhor se importaria de me dizer por que essa insistência em comprar a ordenhadeira, mesmo depois do aviso que lhe dei?

O comprador aquiesceu:

– É o seguinte… eu comprei uma vaca há uns quinze dias, e botei no meu sítio. Na primeira vez que fui ordenhá-la, me coloquei no seu lado esquerdo e a danada meteu a pata esquerda no balde. Então, passei pro lado direito e ele deu outra patada no balde. Aí, o que fiz? Usei a inteligência e tentei ordenhá-la por trás. Não deu porque a infeliz enfiou o rabo no balde. Pensa que desistí? Desistí não. Peguei a pata direita e amarrei num tronco que tinha ao lado e a pata canhota também atei numa argola afixada na parede esquerda…

– E o rabo?

– Ah, o rabo? Esse eu prendi na viga do teto. Agora, se o amigo conseguir convencer a minha mulher que o que eu quero é somente tirar o leite, eu não preciso comprar a ordenhadeira.

 

Transa eletrificada 30 anos depois

 

Na véspera de completar 30 anos de casado com dona Ismênia, o distinto José Carneiro inventou de comemorar o aniversário das bodas retornando aos lugares onde ele e a mulher haviam estado durante a lúa-de-mel. Pegaram carro e saíram estrada afora.

Dia escuredendo, ao passarem por uma fazenda, já em território pernambucano, avistaram uma cerca margeando a estrada, e aí a madame falou:

– Nego, tá lembrado dessa fazenda?

– Tô!

– Então, pare aí e vamos fazer o que nós fizemos há trinta anos atrás.

Carneiro adorou a idéia. Encostaram na cerca, a mulher se arrumou toda e ele mandou a chavasca pra frente. Os dois fizeram amor como nunca!

De volta ao carro, o marido observou:

–  Pelo amor de Deus, minha filha! Você nunca se mexeu  tanto daquele jeito, nesses anos todos!!!

Madame explicou, de olhos piscando:

– É que há trinta anos atrás a cerca não era eletrificada!

 

No prato do cachorro

 

Gente fina, o auxiliar de pedreiro Simplício Calixto convidou o colega Ananias Vicente, com o qual trabalhava numa construção no bairro da Jatiúca, para almoçar em sua casa. Ananias topou, mas com uma condição:

– Antes, a gente passa no quiosque do Mandim e toma uns grogues de cachaça, pra abir o apetite, combinado?

– Combinadíssimo!

O dia era um sábado. Simplício e Ananias chegaram a casa do anfitrião alí pelas duas da tarde, meio biritados. Meia hora depois, estavam iniciando a sessão de mastigação. Durante o almoço, o cachorro da casa não tirava os olhos do visitante. Cabreiro, ele perguntou ao colega:

– Simplício, por que é que esse cachorro tá me encarando tanto?

– Por nada não, Ananias. É que você tá comendo no prato dele!

 

A letra era dela!

 

Seu Coriolano entrou em casa fumaçando. Chamou a esposa e disse pra ela:

– Ditinha, o namoro de nossa filha com esse tal de Júlio não dá certo!

E a mulher:

– Por quê?

– Porque ele é um pervertido! Escreveu “eu te amo” no muro!

– E daí?

– Daí que ele escreveu com xixi!

– Mas qual é o problema, meu velho?

– É que a caligrafia é da nossa filha!

 

Com Diego Villanova