Cidades
OAB/AL vai atuar repassando subsídios técnicos em processo sobre nome da Fernandes Lima
Participação da Ordem como amicus curiae foi aprovada pelo Conselho Seccional; alteração de nome para Tia Marcelina busca uma reparação histórica
A Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) vai atuar como amicus curiae no processo que trata sobre a retirada de nome daquela que é considerada a principal avenida da capital alagoana, a Fernandes Lima. A participação da Ordem foi aprovada durante sessão do Conselho Seccional e aplaudida de pé pelos presentes.
Por meio da Comissão de Promoção da Igualdade Racial, a OAB/AL estará fornecendo informações, estudos e perspectivas plurais para subsidiar a decisão a respeito da retirada de nome, considerado por grande parte da sociedade civil e pelos movimentos negros do estado, como uma reparação histórica.
De acordo com a presidente do colegiado, Mayara Cavalcanti, o Conselho aprovou um requerimento da Comissão, que a partir de agora estará atuando de forma técnica para subsidiar o processo.
“Estaremos oferecendo relatórios em relação à mudança de nome e à questão da reparação histórica, fortalecendo o pleito da sociedade civil, que é o movimento negro, através dessa atuação técnica”, detalha.

Atualmente, existem dois processos em tramitação relacionados ao caso. Um deles é contra a Fazenda Pública Municipal, onde se busca a retirada do nome de Fernandes Lima da avenida, e o outro é contra a Fazenda Estadual, que pede indenização por danos morais coletivos, com a criação de um fundo e outros programas de reparação, além da alteração e retirada de nomes de outros violadores de direitos humanos.
Após a retirada do nome de Fernandes Lima da avenida, um dos pleitos do movimento negro é que o local passe a se chamar Tia Marcelina. Para isso, um debate deverá ser travado, junto à sociedade, no Poder Legislativo.
Quem foi Tia Marcelina
Tia Marcelina é considerada um símbolo de resistência e luta contra a intolerância religiosa. Ela foi uma das fundadoras do Candomblé em Maceió, no início do século XX, e tornou-se o principal alvo do episódio de perseguição religiosa e crime de ódio ocorrido em fevereiro de 1912 e que ficou conhecido como Quebra de Xangô. O ataque aos terreiros foi organizado pela Liga dos Republicanos Combatentes, da qual Fernandes Lima fazia parte.
Mãe de Santo, Tia Marcelina foi brutalmente espancada após ter o terreiro invadido. Ela faleceu meses após o episódio, que ficou marcado não só na história de Alagoas, mas do Brasil, sendo o maior ato de intolerância religiosa e racismo contra religiões de matriz africana no país.
Leia também
Decisão tomada OAB Alagoas vai apoiar ação contra mudança da Avenida Fernandes Lima Unanimidade OAB/AL decide apoiar ação da Defensoria Pública que pede retirada do nome da Avenida Fernandes Lima Convocação OAB faz consulta para decidir mudança de nome da principal avenida de Maceió Comissão OAB/AL é favorável à mudança no nome de escola Maceió Ação de Defensoria Pública deve mudar nome da Fernandes Lima Escuta pública Mudança no nome da Avenida Fernandes Lima passa pela Câmara Reunião Defensoria recebe pesquisadores que atestam ligações de Fernandes Lima com o Quebra de Xangô de 1912 Ofício Fundação Palmares defende troca de nome da Avenida Fernandes LimaMais lidas
-
1Maceió
Banco da Mulher fortalece empreendedorismo com capacitação sobre gestão de negócios
-
2Sem redenção
8ª temporada de The Rookie trará morte de vilã querida pelos fãs
-
3Ele é o momento!
Fortuna de Messi, ídolo da Argentina, ultrapassa R$ 5 bilhões e impressiona
-
4Fila (finalmente) andou!
Apresentador Lucas Guimarães dispensa Carlinhos Maia e vive novo romance com enteado da cantora Manu Bahtidão
-
5Encontrado sem vida
Morte do médico Adeildo José causa comoção em Penedo




