Brasil
Defesa de Deolane Bezerra tenta novo pedido de liberdade, mas Justiça mantém prisão
Influenciadora e advogada está presa desde maio e teve novo pedido de liberdade negado pela Justiça de São Paulo
A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva de Deolane Bezerra, que está detida desde 21 de maio na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado. A influenciadora e advogada é ré em uma ação que investiga supostos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionados à Operação Vérnix.
Justiça reavalia prisão de Deolane
A decisão foi tomada durante a revisão periódica da prisão preventiva, procedimento previsto pela legislação para verificar se ainda existem fundamentos que justifiquem a manutenção da medida.
Ao analisar o caso, a 3ª Vara de Presidente Prudente concluiu que os motivos para manter Deolane presa continuam presentes. Entre os argumentos estão o risco de uma possível continuidade de atividades financeiras consideradas ilícitas e a necessidade de garantir o andamento das investigações.
O Ministério Público de São Paulo também se manifestou pela permanência da influenciadora na prisão. Conforme apontado pelo Gaeco, Deolane seria uma das integrantes do suposto núcleo financeiro de um esquema que teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Defesa tentou novamente conseguir liberdade
Segundo informações do Portal Leo Dias, nesta quinta-feira (27), os advogados de Deolane haviam solicitado a revogação da prisão preventiva ou a aplicação de medidas cautelares alternativas, incluindo a possibilidade de prisão domiciliar.
Desde que a influenciadora foi detida, a defesa já recorreu diversas vezes para tentar obter sua liberdade. O novo pedido, porém, também não foi aceito pela Justiça.
Segundo a denúncia apresentada no processo, o suposto esquema seria dividido em diferentes núcleos, entre eles um grupo responsável pela movimentação e pela ocultação de recursos financeiros.
Advogados de Deolane contestam decisão
Em nota, a defesa da influenciadora criticou a decisão judicial e classificou a manutenção da prisão como “desnecessária, ilegal e desproporcional”.
Os advogados reforçaram que Deolane é inocente, negaram qualquer envolvimento dela com organização criminosa e afirmaram que as movimentações financeiras investigadas seriam provenientes de atividades empresariais e do recebimento de honorários advocatícios.
A defesa também declarou que continuará recorrendo para tentar garantir a liberdade de Deolane enquanto o processo permanece em tramitação.
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