Cidades
Em mais um movimento nacional, Sintect/AL realiza ato no CTCE
Manifestação começa às 9 da manhã e visa denunciar o sucateamento da estatal
Em sintonia com a mobilização nacional da categoria, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas (Sintect/AL) realiza nesta quarta feira, dia 2 de setembro, um ato de protesto na porta do Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE), situado no Distrito Industrial Luiz Cavalcante no bairro do Tabuleiro do Martins. A manifestação começa às 9 da manhã e visa denunciar o sucateamento da estatal, cobrar a saída imediata do presidente dos Correios, Emanoel Rondon, e pressionar a empresa por avanços na Campanha Salarial do Novo Acordo Coletivo de Trabalho.
A categoria repudia a proposta rebaixada apresentada pela direção da empresa: diante de uma inflação de 4,35%, a gestão dos Correios ofereceu um reajuste de apenas 0,87% aos trabalhadores. Além da defasagem salarial, o ato protesta contra o fechamento de agências que consequentemente irá causar demissões em massa, precarizando o serviço postal no estado e em todo país.
Principais pautas da mobilização:
Fora Emanoel Rondon: Exigência da saída imediata do atual presidente dos Correios.
Valorização Salarial: Rejeição do reajuste de 0,87% frente à inflação de 4,35% e cobrança por recomposição justa no Acordo Coletivo.
Defesa dos Postos de Trabalho e Serviços: Fim do fechamento de agências e valorização da categoria
Indicativo de Greve: Alerta à empresa para o risco iminente de paralisação das atividades.
O Sintect/AL reforça ainda que o ato serve como um aviso definitivo à gestão. Caso as negociações do Acordo Coletivo não avancem com propostas dignas, os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios em Alagoas e no Brasil entrarão em greve geral a partir do próximo dia 10 de setembro.
NOTA
Em nota, os Correios disseram que ingressaram com pedido de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para definir o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027.
A atual gestão dos Correios busca uma solução que concilie a sustentabilidade econômico-financeira da estatal, com a preservação dos direitos dos empregados e a continuidade dos serviços prestados à sociedade.
Nos meses de julho e agosto, a diretoria-executiva se reuniu com as representações sindicais e com os/as empregados/as para demonstrar a gravíssima situação econômica da estatal. Dentro das condições possíveis, a empresa propôs a manutenção de 56 cláusulas, na íntegra, e de outras 21, com ajustes textuais.
Entre as garantias mantidas, que já somam mais de R$ 60 milhões por ano, estão auxílio para empregados e dependentes com deficiência, prorrogação da licença-maternidade, licença-paternidade estendida e acompanhamento de familiares para tratamento de saúde.
Operação – A rede de atendimento, tratamento e distribuição segue funcionando normalmente em todo o país e os serviços, inclusive SEDEX e PAC, continuam sendo postados e entregues em todos os municípios. Cabe destacar que, no mês de agosto, o índice de entregas no prazo alcançou 97%. Nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais, o índice passou dos 98%.
Esse salto de eficiência é resultado direto da otimização da infraestrutura logística e das escalas de trabalho, que permitiram à estatal processar volumes crescentes de encomendas com maior agilidade e precisão, reafirmando a confiabilidade da empresa como o principal braço logístico do país.
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