Antônio Pereira

27 de janeiro de 2021

O Brasil está submerso por um mar de leite condensado podre e fétido

O brasileiro precisa ser analisado pela Nasa. Esse é um dos muitos memes que circulam na internet quando o assunto é a análise das bizarrices praticadas em terras tupiniquins. Agora, com o advento do governo Bolsonaro, seus filhos e toda sorte de malucos, em aliança com vigaristas históricos (vide centrão), o ‘país do futuro’ nada mais é do que um escombro, uma piada pronta. Nem mesmo os mais fanáticos críticos de Jair Messias Bolsonaro imaginariam que chegaríamos ao terceiro ano do seu mandato desse jeito.

A última e mais hilária passagem fica por conta dos gastos com cartão corporativo feitos pelo Executivo, que tem como chefe o capitão reformado do Exército. Como ele é conhecido por ser apreciador voraz de leite condensado com pão, Bolsonaro caiu nas graças da mídia digital por ter gasto mais de R$ 15 milhões com a guloseima, sendo milhares de latas do produto consumidos diariamente no reino bolsonarista.

Este é um país que vai pra frente
O o o o o
De uma gente amiga e tão contente
O o o o o

Este é um país que vai pra frente
De um povo unido de grande valor
É um país que canta trabalha e se agiganta
É o Brasil do nosso amor (Os Incríveis)

O escândalo com gastos públicos exóticos foi descoberto pelo jornal Metropoles, do Rio de Janeiro. Levantamento do (M) Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, com base do Painel de Compras atualizado pelo Ministério da Economia, mostra que, no último ano, todos os órgãos do executivo pagaram, juntos, mais de R$ 1,8 bilhão em alimentos. O governo pagou nada mais nada menos do que R$ 162 por cada lata da iguaria presidencial.

Para ser verdadeiro é necessário dizer que Bolsonaro e sua família de zeros não estão só nesta gastança inusitada de dinheiro público. As tais Forças Armadas são o destino de quase toda esse volume de comida industrializada.

O Ministério da Defesa gastou R$ 324 em duas caixas de leite condensado de 395 gramas. Os produtos, de acordo com o certame, são do tipo desnatado, com leite in natura e light. No resultado da licitação, é possível encontrar cada unidade por R$162. Na internet, o mesmo produto, com características semelhantes, sai por R$ 28.

O atual governo está enterrado até o pescoço na lamaçal gourmet que faria qualquer nutricionista ter um ataque de nervos, dado o número exorbitante de produtos industrializados, doces e outros produtos consumidos aos montes pelas Forças Armadas e também pelo Palácio do Planalto, leia-se família Bolsonaro e agregados.

Seguindo o exemplo de cima, o vice-presidente, general Hamilton Mourão não fica muito abaixo do presidente em matéria de gastos exóticos. O vice-presidente abriu os cofres da União para dar uma repaginada no Palácio do Jaburu, em Brasília, e nos espaços ligados ao gabinete. Entre 2019 e 2020, a residência investiu dinheiro público na compra de artigos esportivos, esteiras elétricas, louças e vários jogos de cama para o órgão oficial. Os gastos registram compras de enxoval completo: colchas, saias para cama, cobertores, travesseiros, toalhas e colchões. Na lista, há lençóis brancos, de algodão egípcio, para as camas de tamanho Queen do Palácio do Jaburu. Além de jogos em azul Royal, de solteiro, com a marca do palácio bordada, para uso da equipe de segurança da Vice-Presidência da República e da guarda azul. É ou não é chiquérrimo o nosso vice??

Para manter o tônus muscular em dia, Mourão também adquiriu uma esteira ergométrica pela bagatela de R$ 80 mil.

Assim, de compras em compras está sendo feito o governo do capitão reformado e do general de pijamas. Gastos e mais gastos diante de um país doente com quase 220 mil mortos pela covid, economia devastada, desemprego galopante, milhares na rua da amargura.

A primeira família brasileira vive muito bem obrigado. Logo eles que, segundo investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro, já ganharam muito dinheiro no esquema de rachadinhas, onde ficavam com quase a totalidade dos salários dos assessores, cujo esquema era comandado pelo filho 01, o senador Flávio Bolsonaro, tendo como gerente o ex-policial militar Fabrício Queiroz. Agora, com a chave do cofre nas mãos, certamente podem fazer muito, muito mais.