Sérgio Toledo

15 de maio de 2020

Coronavírus e muitas coisas para contar.

Já falei e escrevi que a medicina não é uma ciência exata. Também é uma ciência viva. Os dois aspectos conseguem produzir vários e diversos assuntos que muitas pessoas podem ignorar. Na medicina dois mais dois pode ser três e meio, cinco e assim por diante.
Existe uma charge nas redes sociais onde uma criança repreende a todos dizendo: um vírus que morre com água e sabão e não conseguem um medicamento ou vacina? Realmente. Morre com água, sabão detergente, alcool 70 ou em gel 70 e não existe nada que imunize ou trate o ser humano.
E para piorar cada um se acha na condição de médico e acima dos preceitos científicos e legais para indicar tratamentos e cuidados para melhorar as defesas orgânicas. Os medicamentos e complementos alimentares são citados por políticos e afins como salvadores da pátria.
Várias pessoas, inclusive dirigentes maiores de vários países, que ironizam. Não dão valor. Negligenciam. Enfim não fazem o que um dirigente maior de um país deve fazer. O que propiciam? Uma dificuldade de entendimento da população para o que é certo ou o que é errado. A mídia está divulgando o falecimento de um policial militar aposentado de São Paulo falecido pelo vírus. A viúva pedindo a todos em vídeos que não sigam os conselhos do ídolo do seu marido que falava em gripe simples e indicava medicamento fazendo as vezes de divulgador científico de um laboratório. Que o caso é sério e os cuidados de prevenção são importantes.
Todos, acredito, entendem o momento delicado e complicado que vivemos durante uma pandemia. O escritor David Quammen tem um livro de 2012 Spillover: Animal Infections and the Next Human Pandemic (ainda não traduzido para o português), onde já falava a oito anos atrás o que iria acontecer. Ou poderia acontecer. Infelizmente ninguém deu o devido valor. E ainda afirma em suas entrevistas que teremos problemas mais para frente. Sabe o que dizem pessoas e até médicos? O vírus é comunista. Veio da China. Foi manipulado. Como fica a cabeça dos seres humanos menos informados?
O que é melhor? Uma empresa fechada. Falida. Com o dono vivo e com capacidade física e mental para recuperar o negócio? Ou uma empresa em perfeita atividade produzindo e vendendo com o dono morto pelo vírus? Deixo a resposta em aberto.
O que grande parte da população pensa é no momento. No agora. Não consegue pensar ou raciocinar no futuro. No que vai acontecer pós pandemia. Acabo de ler nas mídias que em Israel foi inventado um “bafômetro” para detectar, diagnosticar, o coronavírus em apenas um minuto. E conclui: será importante para os viajantes. Custo baixo.No momento cinquenta dólares. A Espanha está reabrindo o seu destino turístico. Sabe como? Você viajante quando chegar em Madrid terá que ficar em quarentena por quinze dias. Achou ruim? Então vamos ter que aguardar os próximos passos.