Cidades

Irmã de Mikaele passa mal durante júri de Albino Santos, em Maceió

Familiar da vítima precisou deixar o plenário para receber atendimento médico durante julgamento pelo assassinato ocorrido em 2024

Por Lucas França com Tribuna Hoje 07/10/2026 11h40
Irmã de Mikaele passa mal durante júri de Albino Santos, em Maceió
Promotora de Justiça Adilza de Freitas destacou o impacto do crime para os familiares da vítima - Foto: MPAL

A irmã de Mikaele Leite da Silva, assassinada em 2024, passou mal durante o julgamento de Albino Santos de Lima, realizado nesta quarta-feira (7), em Maceió. Ela acompanhava a sessão no plenário, mas precisou sair do local para receber atendimento médico.

Mikaele era a caçula de quatro irmãs e deixou um filho de seis anos. O assassinato é atribuído a Albino, que voltou ao banco dos réus para responder pela morte da ex-namorada.

Durante o julgamento, a promotora de Justiça Adilza de Freitas destacou o impacto do crime para os familiares da vítima e ressaltou que o processo representa, para a família, a busca por uma resposta da Justiça.

“Não é mais um julgamento. É o julgamento para responder a uma família que está enlutada, que carrega uma dor que mexe com ela a cada dia. É a mãe, é o filho que ficou órfão, são os irmãos”, afirmou a promotora

Segundo a acusação, Mikaele teria sido morta após não corresponder às tentativas de Albino de reatar o relacionamento. O Ministério Público sustenta que ele a surpreendeu pelas costas, dificultando qualquer reação da vítima.

Albino dos Santos (Foto: MPAL)



A defesa de Albino já levantou a possibilidade de inimputabilidade, mas, de acordo com a promotora, um exame psiquiátrico realizado durante o incidente de insanidade mental concluiu que ele tinha capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos e de se determinar de acordo com esse entendimento.

“O médico psiquiatra, ao avaliar, constatou que ele é imputável. Ele não é inimputável”, declarou Adilza de Freitas.

O julgamento ocorre após uma série de condenações contra Albino. Ele já acumula mais de 175 anos de prisão em sentenças anteriores, segundo informações apresentadas pelo Ministério Público.

Mikaele foi morta nas proximidades da Padaria do Tenório, no Conjunto Joaquim Leão, em Maceió. O caso é mais um dos processos pelos quais Albino responde na Justiça alagoana.

A sessão desta quarta-feira segue com os depoimentos e os debates entre acusação e defesa antes da decisão dos jurados.