Cidades

Família de “Pikeno” critica investigação do serial killer de Alagoas antes de novo julgamento

Joseildo Siqueira Silva Filho, criador de conteúdo e fã de rap, foi morto em 2024; julgamento ocorre nesta sexta-feira (16) em Maceió

Por Tribuna Hoje 15/05/2026 11h43 - Atualizado em 15/05/2026 11h46
Família de “Pikeno” critica investigação do serial killer de Alagoas antes de novo julgamento
Pikeno, criador de conteúdo vítima de Albino - Foto: Reprodução


Joseildo Siqueira Silva Filho, conhecido como “Pikeno”, foi morto em 8 de janeiro de 2024 por Albino dos Santos, apontado como o maior serial killer de Alagoas. Criador de conteúdo e fã do rapper Alex NSC, Pikeno também trabalhava no Mercado da Produção. O julgamento do caso está marcado para esta sexta-feira (16), no Fórum do Barro Duro, em Maceió.

Segundo o pai da vítima, Pikeno gravava vídeos de humor e dança para as redes sociais e era monitorado pelo assassino através de suas postagens. “No dia do crime, ele tinha trabalhado de manhã e, à tarde, foi chamado para gravar vídeos. O assassino o viu e o matou”, relatou.

Pikeno se inspirava no rapper Alex NSC, integrante do grupo NSC, e sonhava em seguir carreira na música e nas redes sociais, gravando vídeos em praças da cidade. “Ele dizia que um dia seria como ele”, contou a madrasta, que prefere não se identificar.

Críticas à investigação


A família questiona a atuação da Polícia Civil de Alagoas, afirmando que algumas mortes poderiam ter sido evitadas. Segundo relatos, a polícia teria acesso a um vídeo do suspeito perseguindo Pikeno antes do homicídio, mas não divulgou o material. “Se tivesse vazado antes, Albino poderia ter sido preso e outras vítimas não teriam morrido”, afirmou a madrasta.

A Polícia Civil respondeu que as imagens eram de baixa qualidade e com rostos encobertos, o que dificultava a identificação, e que o procedimento seguiu padrões legais para proteger a investigação.

Versão da defesa do assassino


A família também contesta a alegação de que Albino agiria sob distúrbio mental. Albino teria afirmado que foi instruído por um “anjo” a matar Pikeno, alegando que ele seria traficante. Os familiares reforçam que Pikeno não tinha envolvimento com drogas, destacando que trabalhava transportando legumes e verduras no mercado.

Histórico de julgamentos de Albino


Albino dos Santos acumula múltiplas condenações em Alagoas, incluindo penas que variam de 14 a mais de 37 anos por assassinatos e tentativas de homicídio, com destaque para vítimas de diferentes idades e perfis. O crime contra Pikeno integra o conjunto de casos que já passaram por diversos júris desde 2025.