Antônio Pereira

7 de abril de 2020

O que fazer quando o presidente do seu país é contra a ciência e leva o povo à morte?

Chega a ser inacreditável o que acontece no Brasil, quando seu presidente trabalha todos os dias contra os cientistas e médicos em geral, defendendo que todos devem ser contaminados pelo coronavírus o mais rápido possível, o que pode levar a milhões de mortos.

Sim, estamos vivendo isso, quando Jair Bolsonaro sai às ruas para disseminar doenças, exatamente no meio do povo mais pobre. Bolsonaro, ao contrário de praticamente todos os países do mundo, trabalha para acabar com a quarentena, deixando os mais de 200 milhões de brasileiros à própria sorte durante a maior pandemia da história moderna.

O recente episódio do presidente Jair Bolsonaro ameaçando o ministro da Saúde de demissão nada mais é do que essa ópera bufa que se transformou o Brasil desde a posse do novo presidente de ultradireita.

Nitidamente Bolsonaro fala para seus seguidores, pouco mais de 30% da população segundo a última pesquisa de opinião pública. Bolsonaro tem como suporte o tal ‘gabinete do ódio’, comandado pelo seu filho número dois, o nervosinho vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro.

Até as pedras que mantém os prédios de Brasília em pé sabem que isso não vai acabar bem. Bolsonaro joga contra a ciência e leva o povo à morte.

As palavras do presidente contra a quarentena e dos cuidados orientados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) está levando o povo às ruas. Cada vez mais gente quebra a quarentena e se arrisca nas ruas, podendo aumentar e muito o número de contaminados e, consequentemente, os mortos.

STF, Congresso, mídia e vários setores da sociedade repreendem o presidente, mas nada disso é suficiente para que ele se contenha, pelo contrário: Bolsonaro sempre parte para o ataque, mesmo que seja contra seus próprios subordinados, como é o caso do ministro da Saúde.