Ailton Villanova

21 de setembro de 2019

UM ÂNUS MUITO RARO

Latércio e Lupércio Bezerra Villanova, além de irmãos são médicos e gozadores. Ambos, hoje em dia meio aposentados, residem no Recife, onde nasceram. São netos do doutor Thomaz Tenório Villanova e sobrinho-neto do famoso padre Nildo (Onildo Tenório Villanova), o primeiro é exímio piadista. Mal de família.

Num belo dia como este, um dos sobreditos esculápios encontrava-se de saída do seu consultório, situado no centro da capital pernambucana, quando foi abordado por um sujeito que parecia muito aflito:

– Doutor Lau, por favor, preciso falar com o senhor… Estou com um problema muito sério!

E o Latércio:

– Agora não dá,meu amigo. Estou de saída para o hospital, onde tenho uma cirurgia marcada para daqui a vinte minutos.

– É rapidinho, doutor. – insistiu o cara.

– Tá bom. Qual é o problema?

– É o seguinte, doutor… me apareceu um caroço do lado do anus, bem vermelho, meio molezinho e cheio de bolinhas em cima. Parece uma amora!

Apressado para ir embora, doutor Latércio receitou um antiinflamatório, ali mesmo, a pediu ao camarada que voltasse dia seguinte. Não se dando por satisfeito, o sujeito persistiu:

– Mas sabe o que é, doutor Lau? É que eu tenho mais um caroço do outro lado do ânus. Também é vermelho, só que não tão mole quanto o primeiro; é um pouco maior e cheio de furinhos. É igualzinho a um morango. O que o senhor me diz, doutor?

Doido pra se livrar do inconveniente, doutor Latércio receitou um analgésico e disse que já estava atrasado para a cirurgia. Mas o chato o barrou, com mais outro papo:

– Peraí, doutor! Um minutinho só, porque ainda não terminei.

– Porra! Ainda tem mais?!

– Tem. É um terceiro caroço. Esse é bem maior que os outros dois. Fica atrás do saco, é bem duro e tem uns pelinhos em cima. Parece um pêssego!

Sem relutar, o médico exclamou:

– Putaquipariu! Isso está me parecendo um caso raro de “Cu à Califórnia”!

 

 

Genro bem intencionado

 

Porque tinha a fama de pão-duro, José Marques, o Coruja, causou a maior estranheza na rua onde morava, no bairro do Farol.

Era um sábado de manhã. Ele caminhava apressado, carregando dois abacaxis debaixo do braço. A cara era de satisfação. Aí, um vizinho o abordou:

– Quê que tá havendo, Zé Marques? Um muquirana como você gastando dinheiro com supérfluos! Inacreditável!

E ele, se justificando:

– É que a minha sogra me disse hoje que daria metade da vida por um abacaxi, morou na jogada?

 

Enganados e solidários

 

Madame Aroalda mandou chamar o médico Mediastino Hipocôndrio para ver a sua empregada Rutinalda, a Rutinha, que havia uma semana encontrava-se acamada. O doutor chegou lá e mal bateu os olhos naquela figura bonitinha e sensual, perdeu momentaneamente a voz. Quando a recuperou, perguntou:

– O que é que você está sentindo, meu anjinho?

E ela, toda dengosa:

– Não é nada não, doutor. É que faz quatro meses que a patroa não me paga o salário e eu só me levanto daqui quando sair todo o atrasado.

E o médico, esfregando as mãos:

– Então, dá uma chegadinha pra lá, que eu vou me deitar junto de você. Da outra vez que me chamaram, não me pagaram nada.

 

 

Café e chá turbinados

 

No bar do Basualdo, situado na Jatiúca, a freguesia estava quase toda de pileque, menos um sujeito bigodudo conhecido como Parísio. Depois de ter esvasiado quase uma dúzia de cervejas, o sobredito resolveu dar uma parada, não sem antes de saborear um cafezinho.

– Ô Basualdo, meu irmão, me mande a conta e um cafezinho caprichado.

Não demorou muito para o Parísio ser atendido. Mal bebeu o primeiro gole, ele abriu o bocão:

– Ei, Basualdo, este café está com gosto de vinagre!

Antecipando-se ao patrão, o garçom Eufrásio foi quem respondeu ao freguês:

– Vinagre?! Então, os caras na cozinha devem ter se enganado! Não é o café que tá com gosto de vinagre. Quem tá com gosto de vinagre é o chá, que você deve estar tomando. O café é que tá com gosto de gasolina.

 

 

Muito além do Real

 

Para confirmar a sua popularidade, o ex-presidente Inácio Lula resolveu passear anonimamente pela cidade de São Paulo, onde possui um apartamentozinho muito na moita. Acompanhava-o, dona Marisa Lula da Silva. No meio do passeio, o ex-mandatário resolveu fazer um comentário:

– Olha, cumpanhêra Marisa, esse pessoal anda reclamando à toa. Com a moeda estável, veja como ficaram os preços das roupas nessa loja… Calças, 5 reais; Camisas, 3 reais; Ternos completos, 10 reais…

E dona Marisa:

– Mas Lula, isso aí não é uma loja de roupas. É uma lavandaria!

 

 

Chame também o médico para o “rango”!

 

Internado num determinado hospital da capital, depois de ter sido submetido a uma cirurgia, o paciente Organaldo Antípodas andava muito na bronca com o tratamento que estava recebendo, principalmente na hora do rango:

– Qualé, enfermeira? Outro tubo de soro em vez de almoço?!

– É a alimentação que o médico lhe receitou senhor. – respondeu a enfermeira…

– Tá bom. Então, me faça o favor de dizer a esse médico que eu o estou convidando para almoçar comigo!

 

Com Diego Villanova