Saúde
Homeopatia como cuidado complementar durante o tratamento oncológico
A busca por formas de aliviar os impactos físicos e emocionais do tratamento contra o câncer tem levado pacientes a recorrerem a terapias complementares. Entre elas, a Homeopatia aparece como alternativa de suporte para quem enfrenta os efeitos da quimioterapia e da radioterapia. A médica Pediatra e Homeopata, Simone Luna, defendeu que a prática pode atuar de forma integrada ao tratamento convencional, com foco na melhora do bem-estar e do enfrentamento dos sintomas.
Segundo Simone Luna, a Homeopatia não entra no lugar da oncologia tradicional, mas pode caminhar ao lado dela. “A Homeopatia participa junto aos tratamentos convencionais, oportunizando melhores condições ao paciente”, afirmou.
A médica relatou que pacientes oncológicos costumam procurar suporte complementar diante de sintomas recorrentes relacionados ao tratamento, como náuseas, vômitos, diarreia e infecções fúngicas na boca. “São efeitos que frequentemente comprometem a rotina e o estado geral do paciente durante o tratamento”, pontuou.
De acordo com a especialista, a abordagem homeopática é individualizada, considerando não apenas um sintoma isolado, mas o estado geral da pessoa. “Na Homeopatia temos a individualização do paciente. O medicamento provoca a melhora dele no todo, não só dos sintomas específicos”, disse.
Simone Luna ressaltou ainda que a prática pode ser utilizada simultaneamente à quimioterapia e à radioterapia. “Sim, a homeopatia pode acompanhar esses tratamentos”, resumiu.
Pesquisas e debate científico
Ao comentar estudos sobre o tema, a médica destacou que existem pesquisas voltadas à homeopatia aplicada à oncologia e citou o uso de ultradiluições — princípio presente na preparação dos medicamentos homeopáticos. “Na Homeopatia, as medicações são confeccionadas na ultradiluição. É um mecanismo da biofísica”, explicou.
Ela também defende que a prática contribui para a resposta do organismo ao tratamento. “A Homeopatia faz imunomodulação, então vai melhorar a imunidade do paciente e, com isso, melhorar o resultado do tratamento que está fazendo, seja quimioterapia ou radioterapia, além de diminuir infecções oportunistas”, afirmou.
Acesso e necessidade de divulgação
Sobre o acesso, Simone Luna destacou que pacientes podem buscar acompanhamento homeopático inclusive pelo sistema público de saúde. “Ele pode ir por conta própria, inclusive no SUS (Sistema Único de Saúde)”, declarou.
Na avaliação da médica, o principal desafio não seria a falta de estudos, mas a divulgação do tema entre profissionais e pacientes. Ela cita discussões recentes em um congresso da área, realizado em abril, no qual médicos oncologistas relataram experiências de pacientes que utilizam imunomoduladores específicos no cuidado complementar. “O que precisa é a divulgação”, defendeu.
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