Saúde

Saiba como substituir alimentos que causam alergias; especialista alerta sobre sintomas

Semana Nacional de Conscientização sobre Alergia Alimentar chama atenção para sintomas, riscos e a importância do diagnóstico

Por Assessoria 18/05/2026 15h33
Saiba como substituir alimentos que causam alergias; especialista alerta sobre sintomas
Nutricionista Débora Lisboa - Foto: Assessoria

Celebrada neste ano entre os dias 17 e 23, a Semana Nacional de Conscientização sobre Alergia Alimentar chama atenção para um problema de saúde que pode provocar desde reações leves até quadros graves, como anafilaxia. Instituída pela Lei nº 14.731/2023, a campanha na terceira semana de maio, busca ampliar o conhecimento da população sobre sintomas, prevenção e diagnóstico da doença.

Entre os alimentos mais associados às reações alérgicas estão leite de vaca, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e crustáceos. Segundo a nutricionista Débora Lisboa, da Atenção Primária à Saúde da Unimed Maceió, a alergia alimentar ocorre quando o organismo interpreta substâncias presentes nesses alimentos como ameaças, desencadeando uma resposta exagerada do sistema imunológico.

“A liberação de histamina pode provocar sintomas que variam desde vermelhidão e coceira até falta de ar e anafilaxia, que coloca a vida em risco”, explica a especialista em Nutrição Clínica. Entre os sinais mais comuns estão urticária (placas avermelhadas), inchaço nos olhos e lábios, náuseas, vômitos, diarreia, sensação de fechamento da garganta e chiado no peito.

As crianças estão entre os grupos mais afetados, já que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. De acordo com a nutricionista, algumas alergias podem desaparecer ao longo da vida, especialmente as relacionadas ao leite, ovo, soja e trigo. Já as alergias a amendoim, castanhas, peixes e crustáceos tendem a persistir até a fase adulta.

O diagnóstico deve ser feito por um médico alergista, a partir da avaliação clínica e, quando necessário, de exames específicos, como testes cutâneos e exames de sangue. A profissional alerta, ainda, que nem toda reação alimentar é alergia. “As intolerâncias alimentares são diferentes porque não envolvem o sistema imunológico”, ressalta.

Substituições alimentares exigem acompanhamento profissional


A alimentação de pessoas alérgicas pode ser adaptada sem prejuízo nutricional. O leite de vaca, por exemplo, pode ser substituído por bebidas vegetais; o trigo, por alimentos como mandioca, tapioca, milho e batata-doce; e o ovo, por alternativas culinárias à base de linhaça ou chia. Peixes e crustáceos podem dar lugar a outras fontes de proteína, como frango, carnes e leguminosas.

Segundo Débora Lisboa, as substituições devem sempre ser orientadas por profissionais de saúde, principalmente no caso de crianças. “É importante preservar a qualidade nutricional da dieta e evitar deficiências alimentares”, afirma. A especialista também reforça que exames preventivos sem indicação clínica não são recomendados, já que podem gerar resultados falso-positivos e restrições alimentares desnecessárias.

A principal forma de tratamento, reforça a especialista, continua sendo evitar o alimento causador da reação. Em alguns casos, pode haver indicação de imunoterapia, sempre com supervisão médica especializada. Pessoas que já apresentaram reações graves, como falta de ar, inchaço ou anafilaxia, devem procurar acompanhamento médico e receber orientações sobre medidas de emergência.