Saúde

20 de julho de 2021 15:36

Plasma Fracionado : o novo aliado para um olhar rejuvenescido

Uso constante de máscaras tem levado muita gente a procurar procedimentos estéticos para a área dos olhos

↑ Foto: Edilson Omena
O uso constante de máscaras tem levado muita gente a procurar procedimentos estéticos para a área dos olhos. Afinal, nunca foi tão necessário demonstrar os sentimentos, emoções e opiniões através do olhar. Preenchimento e contornos de lábios, toxina botulínica e tratamentos dentários vêm dando espaço, cada vez mais, à blefaroplastia, técnica cirúrgica que consiste na retirada do excesso de pele das pálpebras, além de posicioná-las corretamente, diminuindo a aparência cansada e envelhecida. Mas para alcançar um olhar mais jovial, é preciso, necessariamente, passar por uma cirurgia, com resultados em médio e longo prazo, e cuja recuperação é lenta e dolorosa? A resposta é: Não!

É possível, hoje em dia, usar o plasma fracionado em procedimentos dermatológicos como o blefaroplasma. O plasma – considerado o quarto estado físico da matéria (gás ionizado) – quando aplicado à pele realiza uma retração e também estimula a produção de colágeno e da elastina. Com o uso de um equipamento leve e portátil chamado Plasmage, o médico aproxima o aparelho em diversos pontos da superfície da pele, sem tocá-la, realizando um processo de “sublimação”: a pele na área da aplicação “evapora”, causando um efeito “lifting” – que é a retração do tecido. Essa sublimação provoca pequenas crostas superficiais temporárias que desaparecem em menos de cinco dias. Já o método tradicional, além de invasivo, pode deixar hematomas por semanas no rosto do paciente, que, em alguns casos, precisa recorrer a uma fisioterapia dermatofuncional para uma total recuperação.

Mas, em que situações é possível realizar procedimentos com o uso do plasma fracionado?

No consultório do dermatologista Alessandro Alarcão, em Goiânia, o blefaroplasma tem sido o carro-chefe das intervenções estéticas na área dos olhos. Mulheres e homens têm procurado mais informações sobre o procedimento.

“O que traz os pacientes à clínica é justamente o fato do blefaroplasma ser uma cirurgia não invasiva. O plasma fracionado vem justamente preencher essa lacuna de quem tem uma flacidez leve ou mediana nas pálpebras e quer um resultado tão eficiente e duradouro, porém, sem dor”, afirma o médico.

Ainda, segundo o Dr. Alessandro, a pandemia da Covid-19 e o home office fizeram muita gente buscar alternativas de rejuvenescimento que tenham resultados mais imediatos:

“Durante a pandemia, houve um intenso aumento do uso de aplicativos de reuniões e as pessoas começaram a perceber as imperfeições da face. Durante esses encontros virtuais e lives, ficou mais evidente a sensação de reconhecimento do envelhecimento, da flacidez da pálpebra, do “sorriso caído”. A tecnologia “sem filtro” fez as pessoas se perceberem mais”.

O médico ainda ressaltou que, mesmo durante a crise econômica que os Estados Unidos enfrentaram em 2008, o setor de procedimentos estéticos cresceu muito por lá. E ele acredita que a pandemia será mais um divisor de águas, em escala mundial, para o mercado da beleza.

“Quando a crise passa e os empregos, de certa forma, cessam, é necessário estar mais preparado para novos desafios. E esse recomeço, muitas vezes, passa por uma intervenção estética. É preciso estar melhor para voltar, principalmente após os 45, 50 anos. E esse movimento nos deixa bastante animados para os próximos anos”, destaca o Dr. Alessandro.

Há contraindicações para o blefaroplasma?

Para o dermatologista, o blefaroplasma não é indicado a gestantes, pessoas com tendência de desregulação na produção de colágeno (como cicatrizes hipertróficas e queloides), além de pigmentação pós-operatória – já que o procedimento é realizado em temperaturas altas. Para um resultado mais otimizado, é importante evitar o contato direto com o sol após passar pela intervenção estética. Ao contrário da cirurgia tradicional, o paciente não desenvolve hematomas após uma sessão com o uso do plasma fracionado. Ele deixa o consultório com uma pequena vermelhidão local, indolor, que desaparece em poucos dias.

São necessárias quantas sessões para um resultado satisfatório?

“Isso depende do paciente e da demanda. A situação pode ser resolvida em uma única visita ou em até três sessões com intervalos de 30 a 120 dias, que é o tempo de estimulação de colágeno e elastina, de retração muscular. O resultado, às vezes, é melhor que o de uma blefaroplastia tradicional, já que a cirurgia tira somente o excesso, enquanto o plasma fracionado trata a pele que vai ficar”, afirma Alessandro Alarcão, que foi um dos primeiros profissionais de saúde do Brasil a realizar procedimentos com o plasma fracionado, há cerca de quatro anos. “O resultado é duradouro e, fazendo uma única manutenção anual, o sorriso rejuvenescido dos olhos pode permanecer por muitos anos, Não existe prazo de validade”, pontua o médico.

O plasma fracionado “além dos olhos”

Além do blefaroplasma, a tecnologia do Plasmage também é indicada para retirada de marcas de expressão, como os tradicionais pés de galinha, e rugas periorais (em torno dos lábios, conhecidas como código de barras). O plasma fracionado também é indicado para a retirada de xantelasma e lesões cutâneas benignas, verrugas e cicatrizes provocadas pela acne. Além disso, quem já passou por uma blefaroplastia tradicional também pode usar o plasma fracionado para tratar a pele na área da cirurgia.

“O equipamento é versátil e oferece, de forma descomplicada para o paciente, o tratamento de diversas condições clínicas e estéticas. É a tecnologia a serviço, sobretudo, da saúde da pele e do aumento da autoestima”, finaliza Alessandro Alarcão.

Fonte: Assessoria

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