Saúde
Cardiologia da Santa Casa de Maceió inova com próteses que podem evitar AVC
Nova técnica é executada por meio de cateter com auxílio de aparelhos de imagem e anestesia geral
01/07/2020 12h46
Edvaldo Xavier
O procedimento é feito com anestesia geral e costuma durar de uma a duas horas. O cardiologista intervencionista insere um cateter (um tubo fino e flexível) em uma veia na virilha (veia femoral) e, com o auxílio de aparelhos de imagem na máquina localizada no laboratório de Hemodinâmica, como o ecocardiograma transesofágico, a prótese segue até a entrada do apêndice atrial esquerdo sendo liberada no local, ocluindo o Apêndice Atrial Esquerdo (AAE) e impedindo a formação e saída de coágulos do apêndice atrial para a circulação sanguínea. Os dois pacientes submetidos ao procedimento na Santa Casa de Maceió já receberam alta hospitalar após 24h. “A técnica de Oclusão de Apêndice Atrial Esquerdo não elimina a formação de trombos por completo. Porém, é uma alternativa para prevenção de derrames e embolias com nível de eficácia muito semelhante ao do anticoagulante, que é uma “faca de dois gumes “, pois o paciente idoso tem risco elevado de quedas e traumas, além de sangramentos, podendo o uso desses medicamentos ser um tratamento de risco nessa população específica. Um dos pacientes já havia sofrido de AVC, mesmo em uso de anticoagulantes. O segundo caso era completamente sensível a qualquer anticoagulante, causando-lhe uma hemorragia intestinal importante”, pontuou Edvaldo Xavier.Evandro Martins
Evandro Martins, cardiologista intervencionista responsável pelo programa de cardiopatias estruturais, explica que pacientes com fibrilação atrial tem de cinco a sete vezes mais chances de ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC) do que a população em geral. “Estudos atuais mostram que mais de 90% dos coágulos (trombos) formados dentro do coração surgem em uma área conhecida como Apêndice Atrial Esquerdo (AAE). A partir dessa descoberta, desenvolveu-se ao longo dos anos a técnica de fechamento do apêndice atrial esquerdo também chamado auriculeta esquerda”*.Leilton Luna Jr.
Antes, o fechamento dessa cavidade atrial só poderia ser realizado de forma cirúrgica, com abertura do tórax realizadas por cirurgiões cardíacos. Com a técnica avançada e disponibilidade de novos dispositivos e aperfeiçoamento das técnicas de imagem cardiovascular, o procedimento hoje é realizado através de acesso em uma veia periférica (geralmente a veia femoral na região da virilha), por via percutânea através de um pequeno furo. Isso permite uma recuperação precoce, alta hospitalar com menor risco de complicações e retorno da qualidade de vida dos pacientes com indicação para o procedimento. “Felizmente é um procedimento que pode ser contemplado no âmbito da saúde suplementar e, muito em breve, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). E o nosso objetivo é trazer melhores tratamentos para toda a população alagoana, concretizando a Santa Casa de Maceió sempre na vanguarda em cardiologia intervencionista no Estado de Alagoas”, disse Leilton Luna Jr, cardiologista intervencionista e coordenador médico da Hemodinâmica.Mais lidas
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