Saúde

5 de maio de 2020 17:34

Em sete dias, Central de Triagem atende mais de 2.106 pessoas

População busca atendimento para a realização dos testes rápidos para detecção ou não da Covid-19

↑ População busca atendimento para a realização dos testes rápidos (Foto: Thallysson Alves / Agência Alagoas)

Na última semana, a Unidade de Urgência para Síndromes Gripais do Hospital Geral do Estado (HGE) atendeu 2.106 pessoas. Foram 1.472 testes rápidos para detecção ou não da Covid-19, com 23 resultados positivos.

Ao todo, até o último domingo (3), 4.675 alagoanos foram acolhidos pela Central de Triagem, que tem o intuito de diminuir o fluxo de pacientes com sintomas gripais no maior hospital de urgência e emergência de Alagoas.

Desde a abertura, o dia com maior quantitativo de atendimentos ocorreu no domingo, quando foram registrados 376. No feriadão do Dia do Trabalhador, 890 pessoas buscaram os serviços, mas somente 513 apresentaram perfil para se submeter ao teste rápido da Covid-19, com oito resultados positivos.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) vem alertando à população para procurar a Central de Triagem para a realização dos testes rápidos, caso os pacientes estejam com os sintomas do novo coronavírus há mais de oito dias.

Este tempo estabelecido pela ciência garante a eficácia do teste, ou seja, garante que não se tenha o indesejado “falso negativo”. Por isso, o ideal é que o teste seja realizado a partir do sétimo ou oitavo dia de sintomas, para detectar os anticorpos.

De acordo com Maryana Costa, enfermeira e coordenadora da Central de Triagem, mais de 40% dos atendimentos correspondem a pessoas que não possuem o perfil para o teste rápido. Por isso, é importante ficar atento aos dias de persistência dos sintomas.

Inaugurada no dia 14 de abril, no Ginásio do Sesi, em Maceió, a Unidade tem funcionado 24h, através de uma integração multiprofissional que tem resultado em melhor atendimento e esclarecimento. São 10 consultórios, 04 salas de coleta e 16 poltronas de medicação; e 114 profissionais envolvidos nos acolhimentos, entre médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiros, farmacêutico e administrativo.

De acordo com o médico Franklin Pedrosa de Carvalho, poucos são os casos que apresentaram a necessidade de encaminhamento para cuidados hospitalares, a grande maioria necessita do exame e de recomendações para o isolamento domiciliar.

“Todos os que são orientados a ficar em casa também recebem atestado e receituário médico. Se apresentarem agravamento da doença, nós pedimos que procurem imediatamente uma unidade de saúde de referência, com a apresentação do resultado do exame e demais detalhes clínicos que possam ser relatados durante o novo atendimento”, explicou o médico Franklin Pedrosa de Carvalho.

Fonte: Agência Alagoas / Texto: Thallysson Alves

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