Saúde

8 de maio de 2019 15:59

Estado de Alagoas atendeu mais de 67 mil pessoas na área da saúde em abril

Atendimentos são nas áreas pré-hospitalar e hospitalar de Média e Alta Complexidade em Alagoas

↑ Secretário diz que transplante deve começar na Santa Casa e depois no Hospital Metropolitano (Foto: Carla Cleto)

Responsáveis pelos atendimentos pré-hospitalar e hospitalar de Média e Alta Complexidade em Alagoas, os oito principais serviços mantidos pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) atenderam 67.779 usuários durante o mês de abril. Os dados foram computados nesta quarta-feira (8), após levantamento realizado pelo Centro de Processamento de Dados (CPD) da Superintendência de Atenção à Saúde (SUS).

No ranking de atendimentos realizados pelas unidades vinculadas à Sesau, o Hospital Geral do Estado (HGE), localizado em Maceió, aparece na primeira posição, com 14.050 pessoas assistidas. O que chama a atenção é que, mesmo sendo uma unidade especializada em politraumatizados, a maioria dos pacientes – 10.062 – necessitou de assistência em razão de casos clínicos, que deveriam ser tratados na Atenção Básica.

O relatório mostra, ainda, que foram realizados 2.339 atendimentos a vítimas de acidentes casuais e 275 a pessoas que ficaram feridas durante colisões automobilísticas. Os acidentes com motocicletas levaram 262 pessoas ao HGE em abril deste ano e 140 alagoanos foram submetidos a cirurgias eletivas no mesmo período. A unidade também atendeu 117 pessoas que sofreram agressão corporal e 216 vítimas de acidentes de trabalho durante os 30 dias do mês passado.

Ainda durante o quarto mês deste ano, 58 vítimas de agressão por arma branca foram assistidas pelo HGE, bem como, 60 por arma de fogo, 63 por atropelamento e 21 por capotamento. Também foram atendidas 45 pessoas que sofreram queimaduras, 36 que tentaram suicídio e duas vítimas de violência sexual, além de 73 que receberam assistência do serviço de otorrinolaringologia.

Os números, segundo o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, comprovam que a Atenção Básica, também conhecida como Atenção Primária, deve ser fortalecida. “O HGE é uma unidade de emergência, que só deve atender casos de maior gravidade. O que vemos, no entanto, todos os meses, é que a maior parte dos atendimentos são casos clínicos, que deveriam ser tratados nos municípios de origem dos pacientes. Por isso, iremos potencializar os investimentos na saúde básica, porque comprovadamente ele resolve mais de 80% dos serviços de saúde”, salientou.

Quem deve ir ao HGE – A unidade hospitalar trabalha com o Protocolo de Manchester, sistema de triagem baseado nas cores vermelha, laranja, amarela, verde e azul. Ele analisa diversas variáveis que implicam a gravidade do paciente, como a intensidade das dores, sinais vitais, sintomas, glicemia, quadro clínico, entre outros indicadores.

“Entre os casos que devem ser atendidos no HGE, estão obstrução das vias áreas, respostas inadequadas dos pacientes durante o socorro, choque, convulsão, dor torácica intensa, traumas e perfuração por arma de fogo e por arma branca. Também devem ser considerados os casos de fratura exposta, alteração súbita da consciência, sinais de alerta para AVC [Acidente Vascular Cerebral], vítimas de queimaduras e de hemorragias”, orienta o secretário de Estado da Saúde.

Ambulatórios – O levantamento dos atendimentos realizados pelas unidades mantidas pela Sesau, durante o mês de abril, aponta que os cinco Ambulatórios 24 Horas de Maceió prestaram assistência a 34.515 pessoas. O João Fireman (Jacintinho) prestou assistência a 9.924 pessoas, seguido pelo Denilma Bulhões (Benedito Bentes), que atendeu 7.646 pessoas e pelo Assis Chateaubriand (Tabuleiro do Martins), onde 7.375 usuários foram atendidos.

O Ambulatório Dom Miguel Câmara, na Chã da Jaqueira, atendeu 5.534 pessoas durante o mês passado e o Noélia Lessa, na Levada, prestou assistência a 4.031 alagoanos. Eles são responsáveis pelo atendimento intermediário entre a Atenção Básica e a Alta Complexidade e devem ser procurados por usuários em crise de asma, convulsão, cólica renal e biliar, além de diabetes, dengue, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), febre, virose, gastrite, mordida de animal peçonhento, hipertensão, reações alérgicas e dor abdominal inespecífica.

A Clínica Infantil Daisy Brêda, referência no atendimento pediátrico em Alagoas, situada no bairro Levada, em Maceió, recebeu 3.295 usuários em abril deste ano. Deste total, 89 crianças foram internadas na Pediatria e 2.449 receberam assistência no Pronto Atendimento. As demais foram submetidas a exames para diagnóstico, além de medicação e nebulização, sendo liberadas posteriormente.

Transporte – Referência no atendimento pré-hospitalar em Alagoas, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) fez o socorro de 5.026 usuários em abri deste ano. Além das 20 pessoas resgatadas através do Samu Aeromédico, das 25 crianças atendidas pelo Samu Neonatal e dos 137 usuários socorridos pelo Serviço de Motolância, as Unidades de Suporte Básico (USBs) e as Unidades de Suporte Avançado (USAs) estiveram em Maceió e Arapiraca e nas 36 Bases Descentralizadas atendendo centenas de alagoanos.

Interior – No interior do Estado, os Hospitais Arnon de Melo (Piranhas), Quitéria Bezerra (Água Branca) e Antenor Serpa (Delmiro Gouveia), atenderam 6.534 usuários nos 30 dias do mês passado. Já o Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca, que teve os leitos triplicados, passando de 40 para 120, prestou assistência a 4.359 pessoas.

Com 16 anos de atividades, o Hospital de Emergência do Agreste é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) para o atendimento a vítimas de traumas de Média e Alta complexidade no interior do Estado. A unidade de saúde atende pacientes na área da urgência e emergência de 52 municípios do Agreste, Sertão e Baixo São Francisco, além de pacientes residentes nos estados de Pernambuco, Sergipe e Bahia.

Fonte: Agência Alagoas / Josenildo Torres

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