Saúde

10 de maio de 2018 09:17

Mulheres têm adiado cada vez mais a hora de engravidar, mas é preciso cuidado

↑ Ilustração

Como não perceber que os tempos mudaram e que as mulheres são protagonistas de tantas transformações atuais? Elas buscam felicidade em ambiente profissional e correm atrás de qualificação, além de lutarem por boas oportunidades e a realização de sonhos pessoais. Se casadas, ainda conciliam carreira com casamento e as atividades do lar, uma responsabilidade de todos na casa. Além disso, muitas mulheres querem ser mães, só que essa rotina nada fácil acaba adiando a hora de engravidar.

“Muitas mulheres têm deixado para engravidar quando já estão estabilizadas na carreira, aí passam dos 30, outras até dos 40 quando decidem ter o primeiro filho. Se por um lado isso é bom, profissionalmente, por outro é importante ter um acompanhamento médico antes e depois de engravidar”, salienta a ginecologista e obstetra do Hapvida Saúde, Lícia Kércia.

Riscos

De acordo com a médica, os avanços na medicina ajudam as mulheres que deixam para engravidar mais tarde. No entanto, o sistema reprodutor feminino também envelhece com o avançar da idade, o que pode dificultar a concretização de uma gravidez tardia e também aumenta os riscos de o bebê desenvolver alguma síndrome.

Quanto mais jovem é a mulher, menor é esse risco. “Entre os 20 e 30 anos é a fase da vida em que a mulher é mais fértil e também está mais propícia para ter uma gravidez tranquila e saudável”, explica a especialista.

Idade

A médica revela que não existe um prazo limite para a mulher ter uma gestação, mas os óvulos envelhecem como qualquer outra célula do corpo. “Então, quanto maior a idade, menor a qualidade e quantidade de óvulos”, destaca. Por isso, o ideal é que a mulher com mais de 35 anos tenha um acompanhamento próximo antes mesmo de engravidar, para que essa análise seja feita e qualquer risco seja imediatamente identificado.

O problema da gravidez tardia, caracterizada após os 35 anos, é o maior risco de complicações como aborto, parto prematuro, além de síndromes como a de Down; e o desenvolvimento de doenças como hipertensão e diabetes. A obstetra indica que as mulheres que desejam engravidar nessa faixa etária passem por um exame para avaliação da reserva ovariana. “Esses exames nos ajudam avaliar a qualidade da reserva de óvulos da mulher e a prever se tem um risco maior de complicações ou não”, explica.

Entre os exames estão o hormônio folículo-estimulante (FSH), a ultrassonografia e o hormônio antimulleriano, que mostra ao médico o estoque de células germinativas e a qualidade dos óvulos estocados, mas nenhum vai nos falar qual o prazo limite para uma gestação. Fato é que, cedo ou tarde, a mulher que deseja gerar um filho vai experimentar uma vida renovada e cheia de descobertas, mas precisa estar absolutamente consciente das responsabilidades que terá com a vida daquele ser humano que vai nascer.

Fonte: Assessoria

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