Política

21 de julho de 2021 08:34

Minirreforma eleitoral obriga partidos pequenos a rever estratégias

↑ Reprodução

Apesar de ainda ter que passar pela Câmara dos Deputados, o Senado Federal aprovou, na última semana, um projeto que deve dificultar o acesso de partidos pequenos ao Legislativo a partir da eleição do ano que vem. A chamada minirreforma eleitoral é mais uma medida que pode valer para as eleições do próximo ano, e para isso, precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente até outubro deste ano.

O projeto permite que concorram às sobras nas eleições para deputados e vereadores apenas as siglas que alcançarem 70% do quociente eleitoral. Esse número é obtido a partir da divisão da quantidade de votos válidos pelas vagas disponíveis na casa legislativa. No atual cenário, qualquer sigla que participou do pleito pode disputar essas sobras. Se a mudança entrar em vigor, legendas menores poderão deixar de concorrer às vagas remanescentes.

A reportagem da Tribuna Independente repercutiu o assunto com dirigentes partidários que podem ter suas legendas atingidas caso ocorra essa mudança.

De acordo com o presidente do Patriota em Alagoas, Cláudio Canuto, com esse cenário colocado pela minirreforma eleitoral, os partidos pequenos precisam discutir candidaturas e planejar fusões para superar a cláusula de barreira, mas, segundo ele, é importante admitir o clima de insegurança para as eleições de 2022. Porém, o dirigente acredita que com a ida do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), para a legenda os rumos possam ser outros.

“No Patriota, essa imprevisibilidade existe, já que estamos aguardando uma definição interna com relação a vinda do presidente Jair Bolsonaro. Espero que ocorra o mais rápido possível uma pacificação interna, para que o Patriota em Alagoas possa executar o seu planejamento para as próximas eleições”, argumenta Canuto.

Já o presidente do PROS, Adeilson Bezerra, acredita que o projeto não será aprovado integralmente na Câmara dos Deputados, mas que se for não atinge em nada a estratégia do partido.

“Uma vez que atualmente trabalhamos para formar chapas competitivas para federal e estadual, o percentual de 70% para participar da distribuição de vagas me parece razoável. O que ocorre é que quase uma dezena de projetos que estão em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado não vão ser aprovados a tempo hábil de valer para eleições do ano que vem”, justifica Adeilson Bezerra.

O presidente do Podemos, Tácio Melo, ressaltou que o partido está acompanhando atentamente essa discussão, não de forma isolada, mas vigilante para que prevaleça a democracia para todos. “Vamos trabalhar para que a votação na Câmara não tire nenhum direito de qualquer partido político. Essa é a vertente que o Podemos segue”.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

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