Política

26 de maio de 2020 14:41

Presidente da CUT/AL critica a ‘granada’ de Paulo Guedes ao funcionalismo público

Rilda Alves criticou a fala do Ministro da Economia, para quem o congelamento salarial dos servidores públicos até 2021 é uma 'granada'

↑ Presidente da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas, Rilda Alves (Foto: Assessoria)

A Presidente da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas, Rilda Alves, criticou a fala do Ministro da Economia, Paulo Guedes, para quem o congelamento salarial dos servidores públicos até 2021 é uma “granada”. Segundo Guedes, ao congelar os salários da categoria, a quem ele designou como “inimigos” do governo, ele plantou uma “granada no bolso” do funcionalismo, pois o congelamento é o primeiro passo para cortes salariais futuros. A proposta recebeu apoio dos governadores dos estados em reunião com o Presidente Jair Bolsonaro no dia 21 de maio. Por isto, Rilda também lembrou que o Governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), passou três dos cincos anos de mandato sem conceder reajuste aos servidores públicos estaduais. Portanto, segundo a dirigente, se o congelamento salarial de Guedes é uma “granada”, como disse o próprio ministro, o aumento da contribuição previdenciária somado à defasagem salarial do funcionalismo estadual é um verdadeiro “petardo”.

Os servidores públicos de Alagoas amargaram três anos sem reajuste salarial, apesar da receita estadual crescer anualmente. A partir de abril deste ano a situação se agravou. Os funcionários do poder público estadual passaram a descontar 14% de contribuição previdenciária sobre os salários. Ou seja, além de sofrer com as perdas inflacionárias dos últimos 36 meses, as trabalhadoras e os trabalhadores do estado viram os vencimentos reduzidos pela ampliação do desconto. A contribuição dos servidores ativos passou de 11% para 14% por mês. Já os aposentados e pensionistas vivem situação mais dramática. Os que ganhavam até o teto previdenciário não descontavam nada. A partir da reforma da previdência promovida por Renan Filho, perderam 14% da renda mensal desde abril de 2020.

A presidente da CUT destacou ainda o verdadeiro atentando contra a economia alagoana que as medidas representam. A perda do poder aquisitivo das trabalhadoras e dos trabalhadores, diz Rilda, reflete drasticamente no consumo das famílias e, sem consumo, não há crescimento econômico. Por isto, as medidas belicosas do Ministro Paulo Guedes e do Governador Renan Filho podem se tornar uma bomba de efeito retardado no cenário pós-pandemia.

Fonte: Assessoria

Comentários

MAIS NO TH