Política

4 de dezembro de 2019 08:32

Ditadura Militar: vítimas do período serão homenageadas durante prêmio em Maceió

Semudh e CEDDH organizam evento que também presta tributo à Mônica Benício, viúva de Marielle Franco

↑ Marielle Franco ao lado da esposa, Mônica Benício (Arquivo pessoal)

Com a segunda edição do Prêmio Alagoas de Direitos Humanos, a Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), em parceria com o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (CEDDH), vai homenagear três vítimas alagoanas da ditadura civil-militar de 1964, além de Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada ano passado. A cerimônia será realizada na próxima sexta-feira (6) no Hotel Ritz Lagoa da Anta.

Os alagoanos homenageados são: Maria Yvone Loureiro, ou Marivone; Gastone Lúcia de Carvalho Beltrão; e Jayme Amorim Miranda. Dos três, apenas Marivone está viva.
A Tribuna contatou Maria Silva, titular da Semudh, mas ela está em viagem e não respondeu à reportagem. Contudo, ao portal Agência Alagoas – site do Governo do Estado –, ela comentou a escolha pelos três nomes.

“Esses alagoanos são nossas referências na luta por direitos e a construção de uma sociedade democrática e de iguais oportunidades. Lembrar desses momentos ainda nos traz os sentimentos de tristeza e incertezas. Mas, temos que prestar esta singela homenagem a quem dedicou à vida em nome de uma luta para todos”, disse Maria Silva.

MAIS HOMENAGENS
Além Mônica Benício, também recebem homenagens por suas posturas em defesa dos direitos humanos o padre alagoano Manoel Henrique e o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz.

“O Prêmio Alagoas de Direitos Humanos visa promover e disseminar uma cultura de paz por meio das ações de diversos atores sociais, sejam eles autarquias, órgãos da administração pública, ONGs ou mesmo pessoas físicas e jurídicas que combatem o desrespeito aos direitos humanos nas mais diferentes esferas e áreas de atuação”, explica a Semudh no portal Agência Alagoas.

O Prêmio ocorre num período em que defensores da ditadura civil-militar de 1964 tentam reescrever a História sobre esses 21 anos.

DAMARES
No mesmo dia e hora, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, estará em Maceió para participar da 1ª Conferência Nacional de patrulhas e rondas Maria da Penha.

Ela tem sido autora de colocações controversas acerca de temas que envolvem a área, como que mulheres devem ser submissas aos homens no casamento, por exemplo.
O evento, que contará com a presença da ministra, deve traçar diretrizes para o Plano Emergencial de Combate ao Feminicídio e será realizado na sede da OAB em Alagoas.

Fonte: Carlos Amaral / Tribuna Independente

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