Política

10 de junho de 2019 08:34

‘Uma coletiva antes do 2º turno pode eleger o Haddad’, disse procuradora da Lava Jato

Série de reportagens do site The Intercept sobre as ilegalidades da Operação Lava Jato trouxe à tona que os procuradores do MPF tinham objetivos políticos

↑ Procuradora Laura Tessler em uma das mensagens divulgadas pelo The Intercept afirma que entrevista de Lula elegeria Haddad (Foto: Ricardo Stuckert)

A série de reportagens do site The Intercept sobre as ilegalidades da Operação Lava Jato trouxe à toma que os procuradores do Ministério Público Federal tinham objetivos políticos. Nas conversas, eles discutiram maneiras de evitar a realização de uma entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Folha, autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski, no ano passado.

Os procuradores se mostraram apreensivos com a possibilidade de que a entrevista ajudasse a eleger o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad. A palavra de ordem entre os procuradores era impedir “a volta do PT”.

Isto ficou explicitado nas mensagens da procuradora Laura Tessler sobre a decisão do STF de permitir a realização da entrevista: “Que piada! Revoltante! Lá vai o cara fazer palanque na cadeia. Um verdadeiro circo. E depois de Mônica Bergamo, pela isonomia, devem vir tantos outros jornalistas… E a gente aqui fica só fazendo papel de palhaço com um Supremo desse… Sei lá… Mas uma coletiva antes do segundo turno pode eleger o Haddad”, disse Tessler.

Fernando Haddad classificou o conteúdo das revelações do Intercept como o “maior escândalo institucional da história da República”.

Ficou evidente que em conluio com o ex-juiz Sergio Moro os procuradores da Lava Fato fizeram e executaram planos políticos, com cálculo eleitoral, para impedir a vitória de Haddad.

Ao explicitarem essas posições por meio de mensagens em grupos de discussão em redes sociais, os procuradores da Lava Jato se separaram completamente das normas jurídicas do país. E ao fixarem o objetivo de impedir a eleição de Haddad e impedir a volta do PT, foram cabos eleitorais de Bolsonaro.

Fonte: Brasil 247

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