Política

22 de março de 2019 09:13

Prisão de Temer azeda de vez a reforma da Previdência

Assim que a notícia da prisão do ex-presidente foi divulgada, o índice Ibovespa chegou a cair 2,5% e o real se desvalorizou; as prisões provocaram ‘pânico’ na classe política e nos mercados

↑ Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados, recebendo de Jair bolsonaro (PSL) o projeto com a reforma da Previdência (Foto: J. Batista/Câmara dos Deputados)

Assim que a notícia da prisão do ex-presidente Michel Temer (MDB) foi divulgada, o índice Ibovespa chegou a cair 2,5% e o real se desvalorizou. As prisões provocaram “pânico” na classe política e nos mercados, o que faz a reforma da Previdência entrar em modo de suspensão. Segundo a agência XP Política “um ambiente mais turvo e quente no Congresso não tem como ser bom para a reforma da Previdência”. Ela acrescenta: “o judiciário e MP, que hoje prendem Temer, são as mesmas categorias que, junto com outras da elite do funcionalismo, farão pressão pesada contra a reforma no Congresso.”

A reportagem do jornal El País destaca que “‘Quanto maior o empoderamento fora, maior o poder de fogo dentro das Casas’, escreveram os analistas em nota enviada a clientes.”

O presidente interino, general Hamilton Mourão, também manifestou preocupação nesta quinta-feira (21). Ele entende que a prisão do ex-presidente Michel Temer deixa um “ruído” na relação com o Congresso e que o governo tem “preocupação total” em garantir a base necessária para aprovação da reforma.

Mourão sabe que a prisão de Temer complica bastante a aprovação da reforma. Por se tratar de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), o projeto que muda as regras de aposentadoria para o regime geral requer um apoio mínimo de 308 deputados, em votação que é feita em dois turnos..

Ele ainda afirma: “tem ruído, vai ficar esse ruído, mas vamos aguardar, daqui a pouco pode ser que ele seja solto. Vamos ver o que vai acontecer”.

Fonte: Brasil 247

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