Política

21 de março de 2019 09:06

PF faz buscas em casa de advogado por ameaças a ministros do STF

Adriano Argolo é crítico de medidas adotadas pelo Judiciário brasileiro como a Lava Jato

↑ Adriano Argolo (Foto: Ascom/IZP/arquivo)

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do advogado Adriano Argolo, na manhã desta quinta-feira (21), expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por supostas ameaças de morte a membros da Corte.

Os policiais estiveram na residência do advogado, localizada no bairro de Guaxuma, no litoral norte de Maceió, para apreender computadores e aparelhos eletrônicos, entre eles o telefone celular de Adriano Argolo.

Com mais de 26 mil seguidores no Twitter, o advogado há muito tempo é um crítico de medidas adotadas pelo Judiciário brasileiro, como a Lava Jato, prisão do ex-presidente Lula e do impeachment de Dilma Rousseff, ambos do PT.

A reportagem tentou contar Adriano Argolo, mas sem sucesso. À TV Gazeta, ele negou que tenha ameaçado de morte qualquer membro do STF e afirma que sua conta no Twitter foi clonada. Durantes as buscas na casa do advogado, os policiais mostraram uma postagem com ameaças à vida do presidente do STF, Dias Toffoli. Ele nega ser o autor.

“Faço críticas pontuais e todos percebem que faço diversas críticas políticas. Critiquei o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma, as várias nuances da Lava Jato, mas jamais seria capaz de fazer uma ameaça a um ministro do Supremo Tribunal Federal. Isto só acontece por uma pessoa que desconhece as leis”, garante. “Minha conta foi clonada”, completa o advogado.

Outros mandados de busca e apreensão também estão sendo cumpridos em São Paulo.

STF

Nesta quarta-feira (20), o ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação, indicou dois delegados para atuar no caso: Alberto Ferreira Neto, chefe da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Fazendários; e o delegado Maurício Martins da Silva, do Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo.

O ministro também anunciou a servidora do STF Cristina Yukiko Kusahara como organizadora dos trabalhos da equipe responsável pelo inquérito.

DISCORDÂNCIA

Na última quinta (14), Dias Toffoli anunciou no plenário do STF a abertura de um inquérito para apurar notícias fraudulentas, ofensas e ameaças a ministros do Tribunal.

O inquérito foi alvo de críticas de procuradores da República da Operação Lava Jato, juristas e até mesmo colegas de Dias Toffoli. Um deles é o ministro Marco Aurélio Mello, um dos magistrados mais antigos da Suprema Corte.

 

 

Fonte: Tribuna Hoje / Carlos Amaral

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