Política

22 de novembro de 2018 08:24

Vereadores pactuam duas creches com promotora da Infância e Adolescência

Parlamentares farão emenda coletiva ao orçamento 2019 para destinar recursos

↑ Alexandra Beurlen se reuniu com os vereadores para tratar do orçamento (Foto: Edilson Omena)

Orçamento para a construção de duas creches. Esse foi o pacto feito entre os vereadores de Maceió e a promotora da Justiça Alexandra Beurlen, da Infância e Adolescência, na tarde de quarta-feira (21), na Associação Comercial de Maceió, local onde as sessões da Câmara Municipal estão sendo realizadas.

A promotora foi até a Casa de Mário Guimarães para pedir aos parlamentares mais recursos destinados às políticas de proteção às crianças e adolescentes. Questionada qual seria a prioridade, ela foi taxativa: “creches”. “É na creche que as crianças estão protegidas da violência e podem se alimentar melhor, por exemplo. Além disso, cuidar delas já na primeira infância é mais eficaz do que depois de maiores. É até mais barato”, comenta Alexandra Beurlen à Tribuna após a reunião.

Proposta por Sílvio Camelo (PV), os vereadores farão uma emenda de remanejamento coletiva no valor de R$ 2,4 milhões. O montante é suficiente para a construção de duas creches no padrão do Município.

“E se por acaso o prefeito [Rui Palmeira, PSDB] vetar, a gente derruba o veto”, diz o parlamentar após apresentar sua ideia.

Na reunião, a promotora também orientou os parlamentares sobre emendas destinadas a organizações privadas. De acordo com ela, isso não é permitido, salvo se a entidade em questão for a única a realizar determinado serviço ou tiver excelência reconhecida para tal.

Na próxima segunda-feira (26), às 14h, a Câmara Municipal realiza audiência pública para discutir a Lei Orçamentária Anual (LOA)de Maceió para 2019. A promotora Alexandra Beurlen garantiu presença.

EMENDAS

Durante a reunião com a promotora, os vereadores foram uníssonos em reclamar da não execução de suas emendas pela Prefeitura. “Não há respeito”, afirma Chico Filho (PP).

O líder do prefeito Rui Palmeira na Casa, Eduardo Canuto (PSDB), admitiu o problema, mas garantiu não ser fruto de “má vontade”.

“São questões técnicas e os recursos estão nas secretarias”, completa o vereador.

O presidente da Câmara, Kelmann Vieira (PSDB) criticou as recentes mudanças de orientação da Prefeitura aos vereadores para a aprovação das emendas.

“Pediam para serem específicas, depois para serem genéricas. Agora, elas não são executadas por serem genéricas”, diz Kelmann Vieira.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

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