Política

18 de outubro de 2018 08:22

Renan não cogita presidência do Senado

Reeleito senador por Alagoas, Calheiros está cotado para disputar o cargo máximo em um embate contra Cid Gomes, do PDT-CE

↑ Renan Calheiros lembra que o ministro já tentou afastá-lo (Foto: Sandro Lima/arquivo)

Após ser reeleito para mais um mandato no Senado, Renan Calheiros (MDB), logo, já teve seu nome cogitado para disputar à presidência da Casa em 2019. Além dele, Ciro Nogueira (PP-PI), Simone Tebet (MDB-MS) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) também estão na bolsa de apostas na disputa.

Outro cotado para entrar na eleição para presidência do Senado é Cid Gomes (PDT-CE), eleito para o primeiro mandato no pleito deste ano.

Enquanto o debate acerca das candidaturas ainda estavam no campo das cogitações, Renan Calheiros usou a sua conta no Twitter para dizer que “nem cogita e nem quer” ser presidente do Senado em 2019.

“Não sou candidato à presidência do Senado. Não cogito e não quero. Já fui presidente quatro vezes, sendo o senador que mais se elegeu para esse cargo desde a redemocratização. A presidência não pode ser um fim em si mesmo e não há escassez de bons nomes. Essa agonia é para fevereiro”, escreveu nesta quarta-feira (17) o senador Renan.

Assim que ventilou-se a possibilidade de Renan Calheiros entrar novamente na disputa pelo cargo de presidente do Senado, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) chegou a dizer que em um eventual governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PSL), não aceitaria apoiar uma candidatura de Calheiros ao posto máximo da Casa.

“No Senado, todos somos iguais e temos a mesma legitimidade conferida pelo povo. Quem sou eu, embora minha vivência e experiência acumuladas, para recomendar prudência até a manifestação das urnas em 28 de outubro”, afirmou Renan ao site Poder360, recomendando ao parlamentar aguardar o resultado das urnas.  De acordo com o Poder360, Renan Calheiros teria os votos de 40 senadores, dos 81 que são detentores de mandato. Para se eleger presidente da Casa é necessário 41 votos.

HISTÓRICO

Em 2012, Renan Calheiros também estava com o nome colocado para presidir o Senado. Posteriormente, ele informou que não estaria disposto a comandar a Casa. Em fevereiro de 2013, Calheiros venceu a eleição com larga vantagem, por 56 votos contra 18 de Pedro Taques (PDT-MT).

Fonte: Tribuna Independente / Nigel Santana

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