Política

8 de maio de 2018 08:19

Rodrigo Cunha vai disputar o Governo do Estado ou o Senado

Deputado tucano não antecipa decisão, que só será divulgada na próxima quinta-feira (10)

↑ Rodrigo Cunha apostou no crowdfunding como ferramenta para arrecadar recursos à campanha (Foto: Sandro Lima)

O suspense em torno da candidatura do deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) deve terminar nos próximos dias, mais precisamente, na quinta-feira (10). Se o parlamentar não revela a íntegra de sua decisão, ao menos ele já adianta à reportagem da Tribuna Independente que será um cargo majoritário. Nesta palheta de opções consta Governo do Estado e Senado.

“Adianto que o exercício do meu mandato e minha história faz com que eu dispute uma candidatura majoritária em outubro”, diz Rodrigo Cunha.

O fim do suspense só não foi completo porque o prefeito de Maceió Rui Palmeira (PSDB) está em viagem e só retorna na próxima quinta. O chefe do Poder Executivo municipal da capital alagoana também preside a legenda no estado.

“Em respeito ao prefeito Rui Palmeira, que é presidente do meu partido e está em viagem, aguardarei seu retorno na quinta-feira para juntos anunciarmos o próximo passo”, explica Rodrigo Cunha.

CONDICIONANTES

Para ser candidato ao Governo do Estado, o deputado estadual disse à Tribuna, na edição de 21 e 22 abril, que teria de ter controle sobre o arco de alianças da chapa que encabeçaria.

“Rodrigo Cunha não nasceu há quatro anos, nasceu há 36. Eu sei o que passei nessa vida, sei o que os maus políticos fizeram a minha família e o que eles fazem a muitas famílias. Não estou disposto a tudo por um cargo. Se alguém me disser que tenho de me aliar com alguns tipos de forças para ser eleito, prefiro ficar em casa. Não aceito qualquer acordo. Tem pessoas que fazem mal a esse estado”, afirmou à reportagem à época. “Para dar um passo à frente, tenho de ter o controle total daquilo ao qual serei ligado. Então, terei de ter total liberdade para montar um palanque, competitivo, mas que me sinta à vontade”, completou.

Questionado quem seriam os nomes vetados em seu palanque, o deputado estadual se esquivou em nominá-los, mas relatou o perfil de quem ele se referia.

“Não é nominar pessoas, mas a gente sabe que tem várias figuras que estão na política devido a ações que não são republicanas, e até de violência. Todo mundo sabe quem é quem em Alagoas. Aquela pessoa que eu não possa defendê-la, não estarei ao seu lado. Para mim, não vale tudo pelo voto. Eu sei o que foi que a busca cega pelo poder me fez. Eu não esqueci de jeito nenhum, está tatuado na minha alma”, afirmou Rodrigo Cunha.

SENADO

A possibilidade de ele se candidatar ao Senado foi levantada pela primeira vez pelo ex-governador – e ex-senador – Teotonio Vilela Filho ainda em fevereiro deste ano. De lá para cá, muita água passou por baixo da ponte, mas essa alternativa seguiu em voga.

“[…] O destino foi mostrando outras possibilidades. A primeira foi a de ser candidato ao Senado, a convite do ex-governador Teotonio Vilela Filho [PSDB], e vislumbro ter grande aceitação porque as pessoas falam muito isso comigo. Os que estão hoje aí já ocupam esses espaços há 20 ou 30 anos”, pontuou Rodrigo Cunha à Tribuna na edição de 21 e 22 de abril.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

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