Política

8 de março de 2018 12:30

Dia Internacional da Mulher é marcado por ato em Maceió

Manifestantes cobram fim da violência contra a mulher e protestam contra a reforma da previdência

↑ Cerca de três mil manifestantes cobraram o fim da violência contra a mulher e justiça pela morte da professora Angélica Ventura (Foto: Sandro Lima)

O Dia Internacional da Mulher foi marcado por uma grande manifestação em Maceió. Cerca de três mil pessoas saíram da Praça Centenário, no Farol, em direção às ruas do Centro. Suas pautas de reivindicação são, além da igualdade entre os gêneros, o fim da violência contra a mulher, contra a reforma da previdência e a “volta da democracia”.

Segundo Rilda Alves, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Alagoas, a manifestação desta quinta-feira (8) é “para mostrar que nós mulheres não toleramos mais a violência que sofremos, desde a desigualdade com os homens nos espaços coletivos, até os casos de feminicídio e estupros”, diz.

Ainda de acordo com ela, a manifestação também quer combater a proposta de reforma previdenciária do governo Michel Temer (MDB).

“Essa reforma é fruto da falta de democracia a qual o país vive neste momento. Queremos volta da democracia porque todas as conquistas que tivemos ao longo dos anos é fruto dela”, completa a presidente da CUT em Alagoas.

Parte das manifestantes desta quarta– as ligadas aos movimentos sociais urbanos – saiu da Praça Centenário, na Avenida Fernandes Lima; já outra, ligada aos movimentos de luta pela terra, se uniu à caminhada no cruzamento da Ladeira dos Martírios com a Rua do Sol.

Para sair da Centenário foi preciso que um grupo de manifestantes se organizasse como corrente a fim de parar o trânsito.

Manifestantes se dão os braços para formar ‘corrente’ e bloquear o trânsito na Avenida Fernandes Lima (Foto: Sandro Lima)

De lá, elas seguiram para a frente da Delegacia da Mulher, localizada na Rua Cincinato Pinto, também no Centro de Maceió. As manifestantes cobraram justiça pelo assassinato da professora Angélica Ventura, ocorrido na cidade de Viçosa.

Manifestantes em frente à Delegacia da Mulher, no Centro de Maceió (Foto: Sandro Lima)

Angélica foi morta pelo ex-marido a facadas na última sexta-feira (2), após ser abordada por ele numa via pública.

Para Emanuelle Vanderlei, coordenadora da Marcha Mundial da Mulheres (MMM) em Alagoas, o Governo do Estado precisa instalar mais delegacias da Mulher.

“Hoje só há duas e elas não funcionam 24 horas por dia. É preciso que haja uma delegacia dessas em cada região do estado, pelo menos, defende Emanuelle Vanderlei.

Ainda segundo ela, os movimentos feministas de Alagoas já solicitaram uma audiência com o governador Renan Filho (MDB), há cerca de um mês, para tratar deste tema e  de outros relativos aos problemas enfrentados pelas mulheres no estado, mas até agora não houve nenhuma resposta por parte do Palácio República dos Palmares.

( Foto: Sandro Lima )

 

 

Fonte: Tribuna Hoje / Carlos Amaral

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