Política

30 de novembro de 2017 07:32

PF realiza operação para apurar supostas fraudes no Canal do Sertão

Entre os investigados estão o ex-governador Teotonio Vilela Filho e Marco Fireman, ex-secretário de Estado de Infraestrutura e atualmente diretor do Ministério da Saúde

↑ Segundo a PF, relatório do Tribunal de Contas da União aponta R$ 33,9 milhões em sobrepreço em contrato entre Governo do Estado e Odebrecht (Foto: Agência Alagoas/arquivo)

A Polícia Federal (PF) em Alagoas desencadeou na manhã desta quinta-feira (30) a “Operação Caribdis” junto com o Ministério Público Federal (MPF), cujo objetivo é investigar supostos crimes de fraude em licitação, desvio de verbas públicas, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionados às obras do Canal do Sertão Alagoano entre os anos de 2009 e 2014. Entre os investigados estão o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e o ex-secretário de Estado da Infraestrutura, Marco Fireman.

Além de Marco Fireman, hoje no Ministério da Saúde, outros nomes que ocuparam a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) entre os anos-alvo da operação também estão sob investigação.

“Dentre os investigados encontram-se o Governador e o Secretário de Infraestrutura do Estado de Alagoas à época dos fatos, além de outros indivíduos ligados às citadas empresas e órgãos públicos”, relata a assessoria de comunicação da PF em Alagoas.

Ao todo, a PF cumpre nesta quinta-feira 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal de Alagoas, na região metropolitana de Maceió e nas cidades de Salvador/BA, Limeira/SP e Brasília/DF.

“O Supremo Tribunal Federal [STF] autorizou a Polícia Federal a utilizar provas decorrentes de colaborações premiadas de pessoas relacionadas à Construtora Norberto Odebrecht no aludido procedimento investigativo. A elas se somaram relatórios do Tribunal de Contas da União, constatando sobrepreço em contrato firmado entre o Governo de Alagoas a referida empresa no montante de R$ 33.931.699,46”, explica a assessoria de comunicação da PF em Alagoas.

Ainda de acordo com a PF, também está sendo investigada a existência de acordo de divisão de lotes de obras da construtora OAS.

Todo o material arrecadado no cumprimento dos mandados de busca e apreensão será encaminhado para análise na Superintendência da PF em Alagoas, no bairro de Jaraguá, em Maceió. “A soma das penas máximas atribuídas aos delitos citados pode chegar a 46 anos de prisão”, pontua a PF em Alagoas.

OUTRO LADO

Por meio de nota, o ex-governador Teotonio Vilela Filho afirma não ter praticado nenhum crime.

Leia a íntegra:

O ex-governador Teotonio Vilela Filho tem consciência de que não praticou nenhum crime e que a verdade será restabelecida.

Em coerência com a sua história de vida pessoal e política, o ex-governador assegura ser o maior interessado na elucidação dessas investigações e que continuará à disposição das autoridades, contribuindo no que for preciso.

O Ministério da Saúde também divulgou nota, já que Marco Fireman é diretor de Ciência e Tecnologia da pasta.

Leia a íntegra:

Agentes da Polícia Federal cumpriram nesta quinta-feira (30) mandado de busca referente a operação Caribdis, de Alagoas, que apura suspeita de irregularidade em obras dos lotes de números 3 e 4 das obras do Canal do Sertão, ambos licitados pelo governo daquele Estado. Os policiais estiveram no gabinete do secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Marco Fireman, então secretário de Infraestrutura do Estado.  Não foram levados documentos ao final da busca e o secretário está à disposição da PF para prestar todos os esclarecimentos.

Fonte: Tribuna Hoje com assessoria da PF

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