Polícia

Prisão de suspeitos ajuda a esclarecer assassinato de jovem em Rio Largo

Investigação aponta que crime teria ligação com desconfiança de traficantes da região

Por Tribuna Hoje com agências 22/05/2026 12h04
Prisão de suspeitos ajuda a esclarecer assassinato de jovem em Rio Largo
O crime ocorreu no dia 17 de abril, no Conjunto Jarbas Oiticica, em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. - Foto: Reprodução

A prisão de dois homens suspeitos de envolvimento na morte de Wallace Villas Lima, de 24 anos, foi realizada pela Polícia Civil de Alagoas nessa quinta-feira (21). O crime ocorreu no dia 17 de abril, no Conjunto Jarbas Oiticica, em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió.

Segundo as investigações, os suspeitos teriam ido inicialmente até a residência onde a vítima estava hospedada para questioná-la e registrar imagens. Pouco tempo depois, o grupo retornou armado ao local e executou o jovem dentro do imóvel, onde ele tentava se esconder.

A principal linha investigativa aponta que Wallace passou a ser alvo de integrantes do tráfico de drogas da região por ser considerado desconhecido na comunidade e por utilizar tornozeleira eletrônica.

De acordo com a delegada Rosimeire Vieira, responsável pelo caso, a vítima era natural de Pernambuco e estava em Rio Largo havia cerca de uma semana, hospedada na casa de familiares da companheira.

Ainda conforme a investigação, Wallace tentou fugir ao perceber a chegada dos criminosos, mas foi perseguido pelos suspeitos, que invadiram a residência e arrombaram a porta do cômodo onde ele estava escondido.

O homicídio aconteceu no fim da tarde e foi presenciado por moradores da localidade, incluindo familiares, mulheres e crianças que estavam próximos ao imóvel no momento da ação criminosa.

Os mandados de prisão foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Rio Largo. Os dois presos têm 22 e 26 anos e já possuem antecedentes policiais. Outros dois investigados seguem foragidos.

Durante a operação, aparelhos eletrônicos foram apreendidos e serão analisados pela perícia. A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e apurando a possível participação de outras pessoas no crime.

Um dos suspeitos negou envolvimento no assassinato, porém, segundo os investigadores, dados obtidos por meio da tornozeleira eletrônica indicam que ele estava no local no momento da execução.

A Polícia Civil também reforçou o pedido para que a população envie informações de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.