Polícia
Polícia descarta envolvimento da ex-esposa de Joba em assassinato e detalha fuga de suspeito
Até o momento, dois foram presos e outros três suspeitos morreram em confronto com a polícia durante operações ligadas ao caso
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) afirmou que não há qualquer elemento que ligue a ex-esposa de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba, ao assassinato do supervisor das categorias de base do CRB. A informação foi confirmada durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (27), em Maceió.
De acordo com a delegada Taciana Ribeiro, coordenadora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o inquérito policial não aponta participação da mulher, identificada como Letícia, seja no planejamento ou na execução do crime. “A investigação está praticamente concluída e, até o momento, não consta nenhuma informação que indique envolvimento da ex-esposa da vítima”, destacou.
O crime, inicialmente tratado como latrocínio, teve essa hipótese descartada com o avanço das investigações. Segundo a Polícia Civil, a motivação foi pessoal e estaria relacionada a um conflito envolvendo relacionamento afetivo, caracterizando um crime passional.
Ainda conforme a PCAL, o homem apontado como mandante do assassinato se apresentou espontaneamente à DHPP na noite dessa segunda-feira (26), acompanhado de advogado. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva em aberto, que foi cumprido. Durante o interrogatório, o suspeito optou por permanecer em silêncio e, após os procedimentos legais, foi encaminhado à Central de Flagrantes, onde aguarda audiência de custódia.
As investigações também revelaram detalhes da fuga de Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, suspeito de envolvimento no caso. Imagens de câmeras de segurança mostram que, na manhã da sexta-feira (23), poucas horas após a confirmação da morte de Joba, Ruan iniciou uma série de deslocamentos. Ele passou pela casa de um amigo, onde deixou um notebook, seguiu até a residência da mãe e, em seguida, saiu de carro com destino a Recife (PE).

Na capital pernambucana, Ruan embarcou em um voo para São Paulo. Apesar da fuga, ele se apresentou à polícia dois dias depois, negando qualquer participação no assassinato.
Até o momento, duas pessoas foram presas e outras três morreram em confronto com a polícia durante operações relacionadas ao caso. A Polícia Civil informou que restam apenas diligências complementares, como oitivas finais, análise de laudos periciais e consolidação das provas técnicas, antes da conclusão formal do inquérito.
A PCAL reforça que as investigações seguem em andamento e que informações que possam contribuir com o trabalho policial podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.
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