Polícia

14 de junho de 2019 00:30

Assassino de empresário Guilherme Brandão é condenado a 29 anos e 4 meses

Defesa sustentou que crime não foi premeditado, nem cometido para ocultar desvios financeiros

↑ Divulgação

O julgamento de Marcelo dos Santos Carnaúba, acusado de matar o empresário Guilherme Brandão, dono da casa de shows Maikai, em 2014 em Maceió, terminou com a condenação do réu em 28 anos pelo crime de homicídio duplamente qualificado e mais 1 ano 4 meses e 12 dias pela fraude processual, totalizando 29 anos, 4 meses e 12 dias de prisão. O julgamento terminou no final da noite desta quinta-feira (13).

O promotor de justiça Leonardo Bastos sustentou a tese de homicídio com as qualificadoras de impossibilidade de defesa da vítima e com a intenção de ocultar outro crime.

“O réu efetuou disparo que atingiu a nuca da vítima. O crime foi cometido para ocultar as fraudes financeiras que ele estava cometendo na empresa da vítima”, afirmou o promotor, que pediu ainda a condenação por fraude processual.

“O acusado alterou a cena do crime visando sustentar a tese de latrocínio, tese essa que ele não conseguiu manter, tendo posteriormente confessado o homicídio. O Ministério Público quer a condenação pelos dois crimes, o que pode dar de 25 a 30 anos de prisão”, explicou o promotor.

A tese da defesa, feita pelo advogado Raimundo Palmeira, foi de que o crime não foi premeditado, nem cometido para ocultar desvios financeiros. “As transferências da empresa para Marcelo eram pagamentos por compras realizadas no cartão do réu”, afirmou.

Caso

A vítima, que costumava entrar na sala do acusado, adentrou o local sem a menor suspeita das intenções do empregado. “Já dentro da sala, Brandão foi atingido por um disparo de arma de fogo na região da nuca, o que nos fornece a certeza de que o empresário recebeu o ataque nas costas e pelas costas, vale dizer, por traição e de forma a não ter qualquer chance de defesa”, disse trecho da denúncia.

Depois do assassinato, o então gerente administrativo e financeiro do Maikai arrastou o corpo do patrão, modificando a cena do crime, no intuito de simular outro delito no local, conforme a Polícia Civil constatou no laudo pericial de local de morte violenta, o que configura uma tentativa de fraude processual, segundo denúncia do MPE/AL. Para se eximir do crime, Carnaúba ainda escondeu a arma na caixa de energia da casa e avisou aos demais funcionários que havia sofrido um assalto e que a vítima estava baleada.

Fonte: Tribuna Hoje com assessoria

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