Polícia

16 de maio de 2018 09:04

Ato público contra o fim da Polícia Civil marcará os 28 anos de fundação do Sindpol

Sindpol chama a atenção ao alto déficit de policiais civis em Alagoas

↑ Imagem ilustrativa (Foto: Ascom/Sindpol)
O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) realizará ato público com café da manhã, nesta quarta-feira (16) no Calçadão do Comércio (em frente ao antigo prédio do Produban), a partir das 9 horas, para alertar a população sobre o risco do fim da Polícia Civil.
Nesta quarta-feira (16), o Sindpol completa 28 anos de fundação. Nesta data, a diretoria do Sindicato fará panfletagem denunciando o baixo efetivo da categoria dos policiais civis. Atualmente, o déficit da Polícia Civil está em 2.769 policiais civis e poderá ficar em 3.431 neste ano, conforme previsão de aposentadoria de 662 policiais. O atual efetivo é de 1.767 servidores e poderá ficar em 1.105, que era em torno da quantidade de policiais civis em 1998, quando não havia as facções criminosas, e o número de homicídio foi de 558 pessoas.
A distribuição do efetivo de policiais civis em Alagoas é determinada pela Lei Estadual 5.496/1993, que é descumprida pelo Governo do Estado. O Sindpol frisa que, no ano de 2017, foram assassinadas 1.918 pessoas, ou seja, em torno de 350% a mais do número de homicídios de 20 anos atrás. “Com a polícia desestruturada e sem efetivo, a criminalidade se fortalece. É preciso, urgentemente, de concurso público para a Polícia Civil”, avisa o Sindpol.
A diretoria do Sindpol destaca que, com a redução paulatina do efetivo, a existência da Polícia Civil alagoana está com os dias contados. Sem a Polícia Judiciária, a manutenção do Estado de Direito e a garantia dos direitos fundamentais da população correm o risco. O trabalho da Polícia Civil envolve: investigação e elucidação dos crimes; a garantia da legalidade nos procedimentos policiais; o acolhimento, atendimento e orientação à população sobre os diversos crimes e a redução da violência (assaltos, assassinatos, violência contra a mulher etc).
Mortes de policiais civis sem solução
O Sindpol também volta a cobrar a elucidação das mortes de policiais civis. A agente de Polícia Amélia Dantas, vítima da irresponsabilidade do Governo do Estado, que resultou na explosão da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), em 20 de dezembro de 2012, e o caso do escrivão de polícia José Oliveira, que foi brutalmente assassinado em 20 de setembro de 2013, ambos continuam sem esclarecimentos.

Fonte: Assessoria

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