Mundo

12 de setembro de 2018 20:57

Donald Trump assina decreto para impor sanções em caso de interferência eleitoral

Decreto orientará agências de inteligência a avaliarem se indivíduos ou entidades interferiram em eleição norte-americana

↑ Donald Trump (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto nesta quarta-feira que ajudará a proteger as eleições do país de uma interferência estrangeira impondo sanções a países e outros agentes que tentarem atrapalhar, disseram autoridades dos EUA.

O decreto orientará as agências de inteligência a avaliarem se indivíduos ou entidades interferiram em uma eleição norte-americana, encaminhar essa informação aos departamentos de Justiça e Segurança Nacional e depois – com base em sua avaliação da validade e do impacto dessa inteligência – acionar sanções automáticas, disse o diretor de Inteligência Nacional, Dan Coats.

Uma comissão especial está investigando uma possível interferência russa na eleição presidencial de 2016 e se a campanha de Trump se mancomunou com Moscou. A Rússia nega a intromissão, e Trump desqualificou o inquérito dizendo ser uma “caça às bruxas”.

A comunidade de inteligência terá 45 dias para fazer sua avaliação, e depois os dois departamentos terão 45 dias para determinar qual ação vem ao caso, disse ele aos repórteres em uma teleconferência.

Os departamentos de Estado e do Tesouro decidirão quais sanções adicionais apropriadas devem recomendar e impor, acrescentou.

As sanções podem incluir o congelamento de bens, a restrição de transações em moeda estrangeira, o limite do acesso a instituições financeiras dos EUA e a proibição de investimentos de cidadãos norte-americanos em empresas envolvidas, disse o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton.

Segundo ele, as sanções poderiam ser impostas durante ou após uma eleição, com base nos indícios recolhidos.

Bolton disse ainda que o decreto é necessário para garantir um processo formal e autorizações para as sanções, mas que também está conversando com parlamentares sobre uma legislação.

Fonte: Reuters

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