Interior

22 de outubro de 2019 09:01

Óleo é monitorado em Duas Barras, na cidade de Jequiá da Praia

Até o momento, nenhuma mancha de petróleo foi detectada

↑ Em Duas Barras, Jequiá da Praia, no bucólico encontro do mar com o Rio Jequiá, há monitoramento 24 horas desde que a crise ambiental do óleo cru atingiu as praias (Foto: Chico Brandão/cortesia)

O maior complexo turístico ecológico do Litoral Sul, o Dunas de Marapé, localizado num dos mais belos cenários de Alagoas, em Duas Barras, município de Jequiá da Praia, no bucólico encontro do mar com o Rio Jequiá, está realizando, desde que a crise ambiental do óleo cru atingiu as praias nordestinas, um monitoramento 24 horas por dia da praia e do canal do rio, usando todos os recursos humanos disponíveis da região, como balseiros, jangadeiros e pescadores, recolhendo amostras de água, vigiando a barreira de coral e, sobretudo, de olho nos crustáceos do manguezal, que seriam os mais afetados.

Até o momento, segundo os empresários Luciano e Claudia Amaral, diretores do complexo e da pousada Dunas de Marapé, que estão na região há mais de 20 anos, nenhuma mancha de petróleo foi detectada e o fluxo cotidiano de turistas vindos de Maceió através das operadoras, bem como os grupos de fim de semana, está normal. “Estamos vigilantes. Nossa praia, o rio e o manguezal é aquilo que temos de mais importante a preservar. Estamos solidários com outras regiões que foram atingidas e tristes com esse perverso crime ambiental. Aqui em Marapé estamos fazendo a nossa parte, monitorando e prontos para agir, caso seja necessário”, garantiu o empresário Luciano Amaral.

Mas o complexo, que recebe turistas do Brasil inteiro e foi o pioneiro na divulgação das belezas turísticas do Litoral Sul, mantém, também, constantes atividades ambientais. Uma delas, por exemplo, é “abrir as portas da ilha” onde fica o complexo, para centenas de alunos de escolas públicas da região para aulas de campo com o manejo do mangue. Essas ações se mesclam com a presença dos turistas que acabam participando da formação de conceitos para proteger o meio ambiente. Além disso, direciona os turistas com campanhas diretamente para a ASBAC, a Associação dos Barqueiros, que exploram o turismo no mangue.

O complexo, que é o maior gerador privado de renda do município, empregando 70 pessoas diretas, com mais de 150 famílias beneficiadas, oferece espaço dentro do empreendimento para uma equipe de jovens moradores da região, que fazem o trabalho de fotografia e também criou um espaço para a Associação das Artesãs, que comercializam seus produtos sem qualquer custo. Ainda mantém uma política de consumir o máximo de produtos encontrados na região, como o pão, frutas, legumes e o pescado, alimentando assim toda uma cadeia produtiva de mais de 200 pessoas.

Nas ações socioculturais, é a principal mantenedora da fanfarra São José, destaque da região Sul, incentivando a arte e a cultura do município. Periodicamente também realiza a distribuição de sopa nas áreas mais carentes e nas datas festivas, como Dia das Crianças, aniversário da cidade e o Natal, promove eventos, com distribuição de presentes, cartilhas educacionais e muita comida.

Fonte: Tribuna Independente / Claudio Bulgarelli

Comentários

MAIS NO TH