Interior

11 de abril de 2019 08:07

Mãe de gêmeas com autismo dá lição de vida em Arapiraca

Dona de casa fala sobre como descobriu que as filhas têm TEA, a aceitação e o preconceito em relação ao transtorno

↑ Edvânia de Farias Brito com as gêmeas Ewellin e Ellen, de 7 anos; ela destaca que as filhas levam uma vida normal (Foto: Davi Salsa)

Cuidar de um filho com autismo requer mais atenção e carinho por parte dos pais. Agora, imagine ter duas filhas gêmeas que nasceram com transtornos neurológicos que dificultam o desenvolvimento.

É o caso da dona de casa Edvânia de Farias Brito, de 42 anos, que duplicou todo o seu amor para cuidar das filhas Ewellin e Ellen, ambas com sete anos de idade e que foram diagnosticadas há cerca de cinco anos com Transtorno de Espectro Autista (TEA).

Edvânia de Farias, que reside no bairro Ouro Preto, na cidade de Arapiraca, também é mãe de um garoto de 11 anos.

A dona de casa conta que descobriu o autismo nas filhas quando elas tinham apenas dois anos de idade.

“As meninas raramente se comunicavam e tinham muitas dificuldades em interagir com outras crianças da mesma idade”, lembra.

Para ela, foi muito difícil aceitar o autismo na época. “Acho que sou a única mãe, em Arapiraca, com gêmeas univitelinas autistas. Uma enteada me incentivou e apoiou levar minhas filhas para especialistas, porque eu achava que aquilo era uma fase passageira e as meninas iriam desenvolver com o passar do tempo”, relata.

Edvânia de Farias diz que a ida de suas das filhas gêmeas ao Espaço Trate foi a melhor coisa que fez na vida.

“Depois de confirmado o diagnóstico de autismo leve, a psicóloga Ana Paula Rios ajudou muito as meninas e a mim mesma”, reforça a dona de casa, citando o preconceito que ainda existe na sociedade em relação a crianças com TEA.

Ela acrescenta que o marido tem sido um grande companheiro nos cuidados e educação das filhas.

“Seguimos todas as orientações médicas e, hoje, as meninas têm uma vida praticamente normal. Elas tomam banho de piscina, vão à praia, estudam e participam de festas com outras crianças”, salienta.

A dona de casa revela apenas que as gêmeas são muito sensoriais e seletivas nas atividades do dia a dia. Duas características marcantes em garotos e garotas com autismo.

“Afora isso, depois de tanto esforço e abnegação, minhas filhas têm uma vida normal. Se hoje, Deus descesse do céu e perguntasse se eu queria engravidar novamente, diria que gostaria de ter filhas com autismo, porque aprendi a lutar e valorizar as coisas simples da vida”, afirma Edvânia.

Fonte: Tribuna Independente / Davi Salsa

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