Interior

29 de setembro de 2018 12:21

Lagoas e Mares do Sul: sucesso turístico

Região onde a natureza exuberante privilegia esta parte de Alagoas abrange nove municípios que atraem muitos visitantes

↑ Praia do Francês, localizada em Marechal, é cartão-postal, com sua grandiosa estrutura de restaurantes e pousadas para receber visitantes de todos os lugares; o folclore e a musicalidade são uma atração à parte (Foto: Divulgação)

As reportagens especiais aos fins de semana na Tribuna Independente começam a desvendar o roteiro turístico conhecido como Lagoas e Mares do Sul, região que abrange as cidades de Marechal Deodoro, Barra de São Miguel, Roteiro, Jequiá da Praia, Coruripe, Feliz Deserto, Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte e Pilar. É uma região onde a natureza não mediu esforços quando privilegiou esta parte de Alagoas. São vastos coqueirais, praias paradisíacas, lagoas e rios que se encontram com o mar numa imagem de pura magia. Além da natureza exuberante, a história e a cultura são marcantes no patrimônio histórico, nas tradições populares, na musicalidade, no artesanato e na gastronomia feita de ingredientes extraídos das águas desse espaço tão rico de variedades.

Começamos pela cidade de Pilar, distante 42 km de Maceió, que surgiu no século 19, proveniente de um engenho de cana-de-açúcar. A cidade recebeu, em 1860, a visita de D. Pedro II, e ainda existem alguns exemplares de casario dessa época do Brasil colonial. O maior atrativo de Pilar é sua beleza natural. A cidade, localizada às margens da Lagoa Manguaba, é cercada por resquícios de mata atlântica, várias fazendas com reservas ecológicas e fontes de água mineral.

Marechal Deodoro, distante 30 km de Maceió, foi a primeira Capital de Alagoas, e seu nome é em homenagem ao filho ilustre que Proclamou a República do Brasil. A cidade tem um belo acervo arquitetônico encontrados em museus e igrejas datadas nos séculos 16, 17 e 18. O município tem um potencial natural invejável: a Lagoa Manguaba, entre ilhas e canais, que se encontram com a Lagoa Mundaú e formam o maior complexo lagunar do país, abrigando muitas ilhas, sendo a mais importante à de Santa Rita, a maior ilha lacustre do Brasil.

A Praia do Francês é um cartão-postal, com sua grandiosa estrutura de restaurantes e pousadas para receber visitantes de todos os lugares. O folclore e a musicalidade são uma atração à parte. O diversificado artesanato, conhecido pela beleza e criatividade, exportado para todo o Brasil. Os sabores da gastronomia são incomparáveis; atendem a qualquer paladar. Às margens da Lagoa Mundaú fica Massagueira o maior polo gastronômico do Nordeste.

Logo mais adiante, Barra de São Miguel é uma cidade que dispõe de excelentes meios de hospedagem, restaurantes e outros entretenimentos. O local é ideal para o lazer e descanso. Os maiores atrativos da Barra de São Miguel são as lindas praias, destacando-se às das Conchas, Niquim e do Meio, onde o mar é cortado por um paredão de recifes, ideal para refrescantes mergulhos nas tranquilas águas cristalinas.

Os rios Niquim e São Miguel são ricos em manguezais, e a lagoa mostra a exuberância do ecossistema. O encontro do rio, lagoa e mar, pode ser visto do Mirante Alto de Santana. O panorama é maravilhoso: o intenso azul do oceano, ornamentado por coqueirais. Vários barcos deslizam nas águas até chegar ao destino mais procurado, a praia do Gunga, emoldurada por coqueiros a perder de vista. A praia fica localizada no encontro da Lagoa do Roteiro com o mar, um recanto paradisíaco que não existe igual.

Belezas de Roteiro, terra dos Caetés e da Praia do Gunga

Roteiro fica a 49 km de Maceió, sua população é de aproximadamente 8 mil habitantes. Seus primeiros habitantes foram os índios Caetés, por volta de 1853. O povoado iniciou-se em 1900 devido a construção da primeira capela, em homenagem a Nossa Senhora do Livramento.

Em 1963 o povoado passou a ser cidade. Roteiro tem uma das maiores atrações turísticas de Alagoas e é conhecida internacionalmente por ser uma das praias mais bonitas do Brasil: a praia do Gunga.

Jequiá da Praia, no Litoral Sul, tem a origem de seu nome de uma palavra indígena que significa “cesto com muitos peixes”. Jequiá da Praia é um recanto ecológico que, até 1998, pertenceu ao Município de São Miguel dos Campos. Possui um grande ecossistema de flora e fauna preservadas, complexo lacustre formado por 3 rios e 7 lagoas – destaque para as lagoas Azeda, Jacarecica e Jequiá – terceira maior do Brasil, além de várias praias exóticas como Jacarecica do Sul e Barra de Jequiá, que completam o cenário criado pela natureza.

Coruripe também tem seu nome de origem indígena que significa “no rio dos sapos”.

No início da colonização, a área era habitada pelos índios Caetés. O município começou a se desenvolver por volta do século 19. Antes, sofreu influências culturais dos portugueses e holandeses, fatos que marcaram a história do município. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, do século 18, tem um estilo neoclássico. As imagens de São Sebastião, São José, Santo Antonio, Nosso Senhor Glorioso e a Nossa Senhora da Conceição fazem parte do acervo do templo religioso.

A natureza caprichou em Coruripe. O mar exuberante e coqueiros em profusão realçam o lugar. O município tem belas praias, destacando-se Lagoa do Pau, Miaí de Cima, Miaí de Baixo.

Cada uma se destaca pela singularidade de suas belezas como é o caso do Pontal de Coruripe, que tem sua marca registrada desde 1948, quando se construiu um farol para orientar as embarcações. O Pontal é um povoado de pescadores que se transformou num atraente destino turístico.

Por fim Coqueiro Seco, que será o primeiro destino desse novo roteiro, Lagoas e Mares do Sul, que a Tribuna Independente vai percorrer nas próximas semanas.

A tradição oral diz que a origem do nome do município está ligada a um velho coqueiro seco, dentro de um vasto coqueiral, ponto de referência para os que passavam pela margem ocidental da Lagoa do Norte. Pescadores de outros lugares se fixaram ali devido à fertilidade da terra e à facilidade da pesca. Ali também eram realizados grandes negócios que virou ponto de referência e de encontro atraindo os pescadores para observar os ventos e as marés.

Fonte: Tribuna Independente / Claudio Bulgarelli – Sucursal Região Norte

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