Esporte

5 de agosto de 2020 08:32

Clássico das multidões desta quarta (5) vale a taça do Campeonato Alagoano

CRB e CSA colocam em campo toda rivalidade em busca do título estadual de 2020, em jogo sem torcida e sem vantagens

↑ Goleiro Victor Souza e o zagueiro Luciano Castán foram peças importantes de CRB e CSA na reta final do Campeonato Alagoano 2020 (Fotos: Gustavo Henrique / Ascom CRB e Augusto Oliveira / Ascom CSA)

Não tem vantagem para ninguém. Não tem torcida. De forma inédita, uma final de Campeonato Alagoano será feita com portões fechados pelos maiores rivais do estado: CRB e CSA. A partida começa às 21h desta quarta-feira (5) no Estádio Rei Pelé. Um clássico que deve ser disputado cheio de equilíbrio. Em caso de igualdade no tempo normal, o título será decidido nos pênaltis.

Tanto o lado azul quanto o vermelho vivem um momento de afirmação dos times. Ambos voltaram no a treinar no mesmo período após a pausa pela pandemia de coronavírus.

CRB

Como se trata de jogo único, o treino nesta terça (4) foi de recuperação. Na semifinal, o empate no tempo normal em 0 x 0 fez o CRB definir a vaga nos pênaltis contra o ASA.

O técnico Marcelo Cabo espera poder contar com todos os titulares. A condição física vai dizer se o volante Carlos Jatobá, o centroavante Léo Gamalho, o lateral Lucas Mendes e o meia Magno Cruz, devem ser escalados. O técnico regatiano deve mandar a campo a mesma equipe que venceu o ASA.

“A gente precisa ter um pouco mais de tranquilidade na hora de definir o gol, porque a gente acaba pagando o preço que pagou no final. Um jogo que estava controlado contra o ASA, o Victor, mais uma vez, fez uma defesa e foi um mero espectador do jogo. Então a gente fica feliz com a classificação e a performance do time”, disse Cabo que chega em sua terceira final consecutiva de estadual em Alagoas.

CSA

Eduardo Baptista quer levar o CSA ao tricampeonato. Assim como o rival, ele vem em uma sequência dura de jogos. Com vaga garantida na final, o treinador não tem tempo para testar a equipe, já que a decisão será na quarta-feira, em jogo único. Com o tempo reduzido para a finalíssima, o treinador azulino mostra preocupação com a recuperação da equipe. Nadson, por exemplo, levou uma entrada duríssima do zagueiro Adalton e deixou o campo com muitas dores.

“A situação dele (Nadson) preocupa. Foi uma situação irresponsável do jogador do Murici, uma entrada muito forte. Mas hoje [segunda] é impossível pensar direito no jogo de quarta-feira. É jantar, descansar bem para que na quarta-feira, nós possamos ter um time inteiro para essa decisão”.

HISTÓRIA

Os números do clássico não são exatos, até porque há confrontos registrados por uns historiadores e desprezados por outros. No entanto, de acordo com estatísticas do Museu dos Esportes, os rivais se enfrentaram 497 vezes. O CRB tem mais vitórias. São 182 do Galo e 153 do Azulão. O clássico também terminou empatado 162 vezes. O Azulão, por sua vez, tem nove títulos alagoanos a mais: 39×30.

Nos últimos 10 confrontos, duas vitórias regatianas, três vitórias azulinas e cinco empates.

“Após muitas incertezas chegamos ao fim da competição. Nosso objetivo foi fazer um grande campeonato, mas tivemos essa infelicidade mundial da pandemia. Não foi da maneira que gostaríamos, principalmente pela presença do torcedor, mas ficamos felizes em concluir o campeonato dentro de campo”, explicou o presidente da Federação Alagoana de Futebol, Felipe Feijó.

Fonte: Tribuna Independente

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