Economia

15 de abril de 2021 08:52

Uma em cada quatro famílias tem dívida em atraso, diz pesquisa

Estudo da Fundação Getúlio Vargas revela que a perda de emprego na pandemia é a principal explicação para atrasos nos últimos seis meses

↑ (Foto: Ascom Semtabes)

Pesquisa realizada pela FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) revelou que uma em cada quatro famílias possui alguém com dívidas em atraso. Mais da metade dos inadimplentes afirmam que o problema está relacionado à pandemia, perda de emprego e redução de salário.

De acordo com o estudo, 26% dos entrevistados vivem em lares em que há pelo menos uma pessoa com dívidas em atraso. Nas famílias de baixa renda (até R$ 2.100), esse percentual é de 44%; em famílias com renda superior a R$ 9.600 o percentual cai para 10%.

Em 54% das famílias, a inadimplência se deu nos últimos seis meses e por fatores relacionados à pandemia. Quando analisado as famílias de baixa renda, o percentual sobe para 79% e 33% nas famílias com renda mais elevada.

A perda de emprego de algum membro da família é citada como motivo para o atraso nos pagamentos por 29% dos entrevistados; nas famílias de baixa renda, esse percentual chega em 50%.

A redução do salário é apontada por 19% como um dos fatores para a inadimplência. O aumento nas despesas, por 13%.

O estudo também revelou que a interrupção do auxílio emergencial aparece com apenas 2,4% para a famílias com renda alta e 4,7% na de baixa renda como um dos fatores.

A Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas foi realizada entre os dias 1 e 24 março. Foram entrevistados 1.644 consumidores por telefone e formulários online.

Apesar de boa parte dos entrevistados não terem identificado a suspensão do pagamento do auxílio emergencial como um fator que produziu a inadimplência, os coordenadores da pesquisa afirmam que isso ainda não se refletiu nas contas.

e acordo com informações da Folha S. Paulo, tanto os pesquisadores da FGV quanto do Banco Central acreditam que os dados de inadimplência devem piorar nos próximos meses por conta do recrudescimento da pandemia.

Fonte: Revista Fórum / Marcelo Hailer

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