Economia

28 de maio de 2020 08:31

IBGE aponta que construção em Alagoas teve queda no número de empregos e obras

Pesquisa do órgão indica redução de obras públicas; setor vinha crescendo no início do ano, mas foi surpreendido com pandemia

↑ Obras da Ecovia Norte. Via (Foto: Marco Antônio / Secom Maceió)

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada ontem (27) mostra que houve redução de mais de 2 mil empregos no setor de construção civil em Alagoas entre os anos de 2009 e 2018. A retração no número de empregos vem acompanhada também com uma queda no número de obras públicas contratadas. Os números negativos são uma tendência em todo o país no período avaliado.

De acordo com os dados do IBGE, a diminuição no número de empregos no Brasil foi de quase 10% na década analisada.

“As empresas da construção empregavam um total de 1,8 milhão pessoas ao fim de 2018, contingente cerca de 9,7% menor do que em 2009”, diz a publicação.

Ainda segundo o IBGE, em 2009 as obras de infraestrutura representavam 46,5% do volume de obras executadas já em 2018 o percentual caiu para 31,3%. Em 2018, a participação das construções de edifícios ganhou notoriedade.

“A principal mudança estrutural verificada no período refere-se à perda de espaço das Obras de infraestrutura, cuja participação passou de 46,5%, em 2009, para 31,3% em 2018. Essa perda de relevância é compensada pelo avanço do segmento de Construção de edifícios, que passou a compor 45,5% do valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção em 2018, ocupando o primeiro lugar nesse ranking. Os Serviços especializados para construção, embora figure como o terceiro colocado, foi o segmento que mais ganhou participação ao longo da década, com incremento na participação em 9,2 pontos percentuais”, aponta o IBGE

Na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil no Estado de Alagoas (Sinduscon-AL) Alfredo Breda, o segmento vinha sofrendo impactos significativos entre os anos de 2013 e 2018, já em 2019 ele afirma que havia uma expectativa de crescimento, que começou a se confirmar no início deste ano. No entanto, a crise nacional relacionada ao novo coronavírus vem causando preocupação ao setor.

“A gente vinha, em 2019, com um aumento que não foi significativo, mas foi um aumento nos lançamentos e no número de vendas e tivemos diminuição nos nossos estoques e esperávamos que 2020 seria um ano de retomada forte no nosso setor. Infelizmente com a pandemia estamos à deriva, vamos dizer assim. Não estamos como o setor automobilístico, que não consegue vender carros, nós seguimos trabalhando, mas há uma preocupação. É um momento difícil”, aponta.

Breda destaca que este ano já há redução no número de postos de trabalho, apesar das atividades do setor não terem sido suspensas. A perspectiva, segundo Alfredo Breda, é de que haja recuperação no segmento. “A situação é um pouco preocupante, contudo, eu acredito no nosso setor, porque todas as pessoas precisam de imóveis para morar, as que se casam, se separam, fora o déficit habitacional em Alagoas que passa de 100 mil unidades, acredito que temos a total possibilidade de recuperação”, avalia.

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

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