Economia

16 de janeiro de 2020 17:17

Dia do Aposentado: planos de previdência devem ser foco em 2020

 Fundos PGBL e VGBL seguem atraentes e reforçam renda da população na aposentadoria 

24 de janeiro é celebrado o “Dia do Aposentado” e depois da reforma da Previdência e as mudanças nas regras da aposentadoria ficou mais evidente a importância do planejamento para um futuro tranquilo. Cada vez mais, os brasileiros precisam buscar outras fontes de renda para compensar os baixos valores do INSS e a possibilidade de crise no sistema previdenciário.

 É nesse cenário que a previdência privada é uma opção de complemento da aposentadoria e diversificação de investimentos. Para o pesquisador da Escola de Negócios e Seguros (ENS) e professor do Coppead/UFRJ, Carlos Heitor Campani, a população percebeu que necessita de um planejamento melhor para renda futura. Para ele, é preciso comparar os fundos previdenciários e escolher aqueles com menores taxas (de administração, carregamento e performance) e com gestão ativa e profissional, alinhada com as melhores práticas de investimentos. 

 “As pessoas precisam buscar as informações, conhecer as características dos produtos previdenciários. Há muita coisa legal e interessante no mercado, mas um determinado produto pode ser excepcional para uma pessoa, e ineficaz para outra, a depender de diversas condições e objetivos”, explica o professor.

 Segundo o IBGE, o Brasil tem hoje 14,3% de sua população aposentada. Isso significa que mais de 30 milhões de pessoas estão hoje nessa condição e que 70% delas ganha 1 salário mínimo para sobreviver.  E como se não bastasse essa renda reduzida, nos dias de hoje, ainda há o complicador de que os aposentados são hoje também o maior apoio na renda de suas famílias. Não optar pelo reforço da previdência complementar é uma aposta arriscada, até para os participantes dos regimes próprios e pouco mais generosos do setor público, em comparação com o regime geral – INSS.

Diante deste quadro, a alternativa da previdência complementar aberta é um forte apoio para formar patrimônio – a partir de um sistema de acumulação com benefícios fiscais – e garantir o reforço de renda à aposentadoria estatal. Daí é fundamental estimular a capacidade de poupar com a mudança de hábitos para evitar o risco de queda significativa de padrões de vida e ajudar na subsistência das pessoas que dependem do aposentado na família.

Dados da Fenaprevi, reforçam o interesse crescente: o VGBL teve aumento de 18,74%; e o PGBL de 5,2%, até outubro de 2019. Em valores brutos, ambos acumularam R$ 93 e 7,3 bilhões. Sobre características de cada um, o PGBL é indicado para quem tem renda declarada (salários, aluguéis etc.), contribui para o INSS (ou para regime próprio) e usa o formulário completo na declaração anual de imposto de renda. O participante pode abater do IR as contribuições ao PGBL até o limite de 12% dos rendimentos brutos anuais. No resgate, entretanto, será cobrado imposto sobre o valor total resgatado. Já o plano VGBL é indicado para quem não se enquadra em uma das condições acima ou deseja aplicar mais do que 12% de sua renda bruta em previdência. Nesse caso, não existe abatimento na declaração anual de imposto, mas no resgate o IR é cobrado somente sobre o rendimento auferido e não sobre o total resgatado.

Campani deixa um conselho: iniciem suas previdências privadas o quanto antes. “Há inclusive planos desde o nascimento da pessoa e eu indico sempre para famílias que planejam ter filhos”, destaca. Como exemplos, o professor mostra números de pessoas que iniciam seus planos com idades diferentes, poupando os mesmos valores para uma aposentadoria aos 65 anos.

Fonte: Assessoria

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