Economia

13 de dezembro de 2016 15:41

Dólar opera em queda nesta terça, com PEC do teto dos gastos e ação do BC

No mês de dezembro, a moeda acumula queda de R$ 3,38. No ano, perde 15,8%

O dólar opera em queda nesta terça-feira (13), de olho na votação da proposta que estabelece um teto para o crescimento dos gastos em segundo turno pelo Senado, e à espera do desfecho do encontro de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), na quarta-feira.

Às 16h08, a moeda norte-americana caía 0,54%, vendida a R$ 3,3272. Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 3,3658.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

 Às 9h10, estável, a R$ 3,3454
Às 9h20, alta de 0,27%, a R$ 3,3547
Às 9h40, alta de 0,53%, a R$ 3,3635
Às 10h49, queda de 0,1%, a R$ 3,342
Às 11h10, queda de 0,46%, a R$ 3,3298
Às 12h29, queda de 0,24%, a R$ 3,3376
Às 13h20, queda de 0,73%, a R$ 3,3212
Às 13h50, queda de 0,4%, a R$ 3,3221

Na véspera, a moeda caiu pela sexta sessão consecutiva em relação ao real e fechou abaixo de R$ 3,35 – queda de 0,81%, a R$ 3,3455, acumulando perda de 3,66% em pregões anteriores. No mês de dezembro, a moeda acumula queda de R$ 3,38. No ano, perde 15,8%.

O mercado monitora a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita os gastos do governo, de olho no número de votos favoráveis que a medida terá no Senado. “É importante que o governo sustente o placar de votos do primeiro turno”, comentou o diretor de operações da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer, à Reuters.

O Senado aprovou a medida em meio a fortes turbulências políticas que atingiram o governo do presidente Michel Temer. “Depois da turbulência política dos últimos dias, o mercado quer ver se o governo ainda goza de base firme que pode dar andamento a outras medidas, como a reforma da Previdência”, comentou um operador da mesa de câmbio de uma corretora nacional.

O cenário político estava mais sensível após o vazamento da delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho, que citou recursos repassados a líderes peemedebistas, incluindo Temer, o ministro Eliseu Padilha, o secretário Moreira Franco, entre outros.

Atuação do BC

A alta do dólar frente ao real nesta sessão era contida pelo leilão de venda de dólares com compromisso de recompra anunciado pelo Banco Central, de até US$ 4,2 bilhões para rolagem dos contratos já existentes.

Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares

“Pode-se ler essa antecipação (da rolagem) como uma forma de prover hedge/liquidez ao mercado em um dia de cautela e tensão com a questão do ajuste fiscal nacional em fase crítica”, comentou a corretora H.Commcor em relatório a clientes, segundo a Reuters.

Normalmente, o BC anuncia leilões de linha para rolagem no final do mês. A autoridade monetária encerrou na véspera a rolagem dos swaps cambiais tradicionais –equivalentes à venda futura de dólares– de janeiro, de US$ 5 bilhões. O próximo lote vence em 1º de fevereiro, correspondente a US$ 6,431 bilhões. No total, o estoque total de swaps tradicionais está em torno de US$ 26,6 bilhões, segundo dados do BC.

Cenário externo

O mercado também trabalhava sob a expectativa da reunião do Federal Reserve (BC dos EUA) na quarta-feira, com ampla expectativa de que os juros voltarão a subir. Agora, os investidores querem saber se o banco central norte-americano passará a promover aumentos maiores nas taxas após a eleição de Donald Trump à presidência do país.

Há temores de que sua política econômica seja inflacionária, o que obrigaria o Fed a ser mais agressivo em sua política de juros. No exterior, o dólar subia ante outras divisas de países emergentes, como os peso mexicano e o rand sul-africano, segundo a Reuters.

Fonte: G1

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