Economia

2 de dezembro de 2016 16:08

Dólar termina o dia em leve alta em relação ao real

Nas últimas 2 sessões, o dólar acumulou alta de 2,52%. Mas, no ano, há queda de 12,04% em relação ao real

O dólar fechou em leve alta em relação ao real após dia de sobe desta sexta-feira (2), com os investidores cautelosos com o cenário políticao no país. O Banco Central voltou interferir no câmbio diante do forte salto da moeda no dia anterior.

A moeda norte-americana subiu 0,12%, R$ 3,4726, após chegar a ser vendido por mais de R$ 3,48.

Na semana, o dólar avançou 1,73% sobre o real.

Nas últimas 2 sessões, o dólar acumulou alta de 2,52%. Mas, no ano, há queda de 12,04% em relação ao real.

Atuação do BC

“A atuação do BC foi perfeita, mas o interno deve falar mais alto ao longo do dia”, destacou o sócio da Omnix Corretora, Vanderlei Muniz, à Reuters.

Na noite passada, o BC anunciou que voltaria a intervir no mercado de câmbio nesta sexta, por meio da oferta de contratos de swaps cambiais tradicionais, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro e ajudam a conter a alta da moeda norte-americana.

A última vez que o BC tinha atuado no mercado havia sido em 22 de novembro, quando concluiu a rolagem dos swaps que venceram de dezembro.

Cenário local

A proximidade do final de semana, para quando estão previstas manifestações populares no Brasil, e a cautela com a política nacional seguem sob as atenções dos investidores.

A cena política brasileira voltou a ser motivo de temores no mercado após a queda de mais um ministro (Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo) de Michel Temer na semana passada e o desendentimento entre Judiciário e Legislativo após a desconfiguração das medidas anticorrupção.

A preocupação do mercado é que esses embates possam dificultar a aprovação de importantes medidas econômicas do governo no Congresso Nacional. Além disso, há preocupação com o conteúdo das delações premiadas de executivos da Odebrecht.

Na quinta-feira (1º), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, descartou que haja dificuldade no cenário político para a aprovação de medidas econômicas. Ele citou como exemplo a aprovação em primeiro turno da PEC dos gastos no Senado, na quarta-feira.

“O ajuste fiscal, acredito, que não está ao sabor de acontecimentos políticos momentâneos, na medida em que é resultado de uma consciência dos deputados e dos senadores de que o ajuste fiscal estrutural no Brasil é necessário, e que o ritmo do crescimento das despesas públicas é insustentável”, disse o ministro em evento em São Paulo.

Cenário externo

Os investidores reagiram aos dados do relatório de emprego norte-americano, ampliando pontualmente o recuo do dólar ante o real. Houve a criação de 178 mil vagas, acima das 175 mil vagas previstas em pesquisa Reuters, e a taxa de desemprego caiu a 4,6%. No entanto, houve queda da renda do trabalhador no período.

Os números reforçaram as expectativas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, vai elevar os juros neste mês. O mercado permanece atento a pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque taxas mais altas motivariam uma tendência de alta do dólar em relação a moedas como o real, já que o país atrairia recursos aplicados atualmente em outros mercados.

Fonte: G1

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