Cidades

8 de fevereiro de 2021 11:04

Morre a professora e antropóloga Nádia Amorim

O sepultamento acontece na tarde de hoje, no Cemitério Campo Santo Parque das Flores, às 16h, em Maceió.

↑ Nádia Fernanda Maia de Amorim (Foto: Divulgação)

Faleceu na madrugada desta segunda-feira (8), a antropóloga e professora aposentada da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Nádia Fernanda Maia Amorim. Ela estava hospitalizada há uma semana com fortes dores. O corpo será velado na Capela 3 do Cemitério Campo Santo Parque das Flores, e sepultamento acontece na tarde de hoje, às 16h, em Maceió.

Para o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), Jailton Lira, é um dia triste para o estado de Alagoas e para a comunidade acadêmica em geral. “A professora Nádia Amorim foi referência nas pesquisas antropológicas, ajudando na formação de inúmeras gerações. Alagoas está de luto”.

A entidade manifesta sinceras condolência a todos/as amigos/as e familiares de Nádia, e reforça que a professora será lembrada com muito carinho pela sua enorme educação, gentileza e alegria que sempre demonstrou com todas/os funcionárias/os e amigos da diretoria. Que descanse em paz.

O secretário de Estado da Comunicação, Enio Lins, deixou uma mensagem em seu instagram sobre Nádia Amorim e destacou que ela estará viva e cada mulher alagoana. “Viva Nádia Amorim!!”, frisou.

“Uma das mulheres extraordinárias das muitas Alagoas, em todos os tempos.
Intelectual do mais alto nível, pesquisadora profunda e criteriosa, professora exemplar, escritora de talento, humanista, solidária, cidadã integral”, disse Enio.

“Tenho a imensa honra de ter sido parceiro dela em várias publicações e, especialmente, de ter feito a capa e escrito o prefácio de um de seus livros – o primeiro depois que ela voltou da morte. Sim, essa guerreira venceu a morte uma vez, quase levada por conta de inesperada complicação no que deveria ser uma intervenção cirúrgica tão simples que Nádia voltaria para casa (e para seguir cuidando da mãe idosa) no mesmo dia. Foram meses de coma e um despertar dramático, na ignorância do ocorrido e do que poderia ter acontecido à mãe que dela dependia”, salientou o secretário de Estado da Comunicação.

“Nádia derrotou a morte naquela vez, mas nunca recuperou a saúde. Fragilíssima fisicamente ficou ainda mais forte intelectualmente. Viveu desde aquele tempo por um fio, mas tecendo obras sem parar. Hoje parou. A morte a levou, enfim. Nádia nos deixa obras e grandes contribuições. Querida Nádia, viva você!!!”, completou.

Nádia era professora aposentada pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), antropóloga com mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) e já escreveu vários livros durante sua carreira profissional, incluindo o intitulado “Padre Alfredo Pinto Dâmaso: Guerreiro do Bem e outros escritos”, que foi lançado em novembro de 2018 na sede da Adufal.

Fonte: Tribuna Hoje

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