Cidades

13 de dezembro de 2019 09:54

Estudos sobre manchas devem continuar

Força-tarefa de pesquisadores da Ufal ainda não consegue determinar se há contaminação de óleo nas águas e no pescado

↑ Força-tarefa de pesquisadores da Ufal fala em coletiva sobre ações realizadas pelo grupo de estudos das manchas que atingiram o litoral alagoano (Foto: Adailson Calheiros)

Após cerca de um mês do início dos trabalhos da força-tarefa de pesquisadores sobre as manchas de óleo, ainda não é possível determinar se há contaminação na água e nos pescados.

A força-tarefa de pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) que investiga o óleo nas praias alagoanas concedeu entrevista coletiva onde elencou diversas ações que vem sendo realizadas

“A força-tarefa foi constituída reunindo diversos pesquisadores que desde o derramamento de óleo vem estudando e avaliando uma questão tão séria para a sociedade alagoana. O propósito de hoje é apresentar o primeiro relatório dos pesquisadores e do IMA. Nossos trabalhos têm sido compartilhados com o governo do Estado e demais instituições envolvidas”, disse a reitora da Ufal Valéria Correia.

Segundo o professor e pesquisador Emerson Soares, os dados coletados até agora não são suficientes para determinar o panorama. Além disso, 75 amostras de pescados da região ainda estão passando por análises.

“Foram coletadas cerca de 75 amostras. Elas estão sendo processadas em laboratório. Como envolve consumo, estamos fazendo análise replicada com outras partes e depois de fazer três vezes a análise é que teremos o resultado definitivo”, comentou Emerson.

Valéria Correia afirmou que o impacto para as comunidades também tem sido acompanhado pela instituição. Em parceria com o MPT [Ministério Público do Trabalho], ela informou que a Ufal deve realizar uma campanha para contribuir com a comunidade de marisqueiras que vem sendo prejudicada após o derrame de óleo.

Segundo os pesquisadores, o maior impacto até agora tem sido nas comunidades pesqueiras. Ainda não é possível mensurar o prejuízo para o meio ambiente.

“As comunidades pesqueiras vem relatando perdas na ordem de 50%. Houve prejuízo no meio ambiente também e devemos continuar o monitoramento pelos próximos dois anos”, afirmou Emerson.

“Para as populações que vivem da pesca é uma situação bastante delicada. Essa parte do defeso tem alguns impedimentos legais. Isso contemplava pescadores e não marisqueiras por questões de registro. Os pescadores argumentam que pegam em alto mar. Eles não perderam o pescado. Feliz Deserto teve uma mortandade muito grande e não conseguem vender”, disse o professore Leonardo Viana, do Instituto de Química.

MAIS ESTUDOS

Os pesquisadores são unânimes na necessidade de continuidade dos estudos. Eles afirmam que serão necessários mais dois anos de análises bimestrais para chegar a uma conclusão da dimensão do impacto na vida marinha e na qualidade da água.

 

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

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